UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2021
Plantonista de pediatria é chamado para atender uma urgência na enfermaria, de uma criança de 5 anos internada com quadro de cardiopatia a esclarecer. Ao chegar ao quarto, criança estava inconsciente, com respiração tipo gasping e ausência de pulso. O pediatra solicita ajuda da equipe. Qual deve ser a conduta imediata do pediatra?
Inconsciência + gasping + ausência de pulso → Iniciar compressões torácicas (C-A-B).
Na PCR pediátrica, a identificação de ausência de pulso ou bradicardia grave com má perfusão exige início imediato de compressões torácicas de alta qualidade.
A parada cardiorrespiratória (PCR) em pediatria é frequentemente o resultado final de uma deterioração progressiva da função respiratória ou choque circulatório, diferentemente da etiologia súbita cardíaca comum em adultos. O reconhecimento precoce do estado de choque e insuficiência respiratória é crucial para prevenir a PCR. Uma vez instalada, a prioridade absoluta é a manutenção da perfusão através de compressões torácicas eficazes. O algoritmo atual enfatiza a sequência C-A-B (Compressões, Via Aérea, Ventilação) para reduzir o tempo até a primeira compressão. Em ambiente hospitalar, a mobilização da equipe e a chegada do desfibrilador devem ocorrer simultaneamente às manobras básicas. A ventilação deve ser coordenada com as compressões (15:2 se dois socorristas) até que uma via aérea avançada seja estabelecida.
A frequência recomendada para compressões torácicas em pediatria, seguindo as diretrizes do PALS/AHA, é de 100 a 120 compressões por minuto. É fundamental permitir o retorno total do tórax após cada compressão e minimizar interrupções para garantir a perfusão coronariana e cerebral adequada durante a reanimação.
Em pediatria, as compressões torácicas devem ser iniciadas se o paciente apresentar pulso palpável, porém com frequência cardíaca inferior a 60 batimentos por minuto associada a sinais de má perfusão sistêmica (palidez, cianose, alteração do nível de consciência), apesar de oxigenação e ventilação adequadas.
Para crianças de 1 ano até a puberdade, a profundidade das compressões deve ser de pelo menos um terço do diâmetro anteroposterior do tórax, o que corresponde a aproximadamente 5 cm (2 polegadas). Em lactentes, a profundidade é de cerca de 4 cm (1,5 polegadas).
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