INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2025
Homem de 20 anos, submetido à apendicectomia por incisão de McBurney por apendicite aguda fase III, operado sem intercorrências, está no primeiro dia de pós-operatório. Pulso 82 bpm; PA 110 x 80 mmHg. Refere dor na incisão. A ferida operatória está seca e com bom aspecto. Tem dor discreta à palpação de fossa ilíaca direita. Os ruídos hidroaéreos estão audíveis, ainda que fracos. O paciente ainda não evacuou, mas relata eliminação de gases. Assinale a melhor conduta, entre as opções a seguir, no que se refere à realimentação.
Pós-operatório de apendicectomia sem intercorrências e com eliminação de gases → introduzir dieta leve precocemente.
A realimentação precoce no pós-operatório de cirurgias abdominais, como a apendicectomia, é segura e benéfica, especialmente quando há sinais de retorno do trânsito intestinal, como a eliminação de gases, mesmo que os ruídos hidroaéreos ainda estejam fracos.
A apendicectomia é um procedimento cirúrgico comum, e o manejo pós-operatório visa uma recuperação rápida e sem complicações. Um dos aspectos cruciais é a realimentação oral. Historicamente, a prática era aguardar o retorno completo do peristaltismo, evidenciado por ruídos hidroaéreos normais e evacuação. No entanto, as diretrizes modernas preconizam a realimentação precoce. O íleo paralítico pós-operatório é uma condição comum, mas geralmente transitória, caracterizada pela inibição da motilidade intestinal. A eliminação de gases é um sinal confiável de que o trânsito intestinal está retornando, mesmo que os ruídos hidroaéreos ainda estejam fracos ou a evacuação não tenha ocorrido. A dor incisional é esperada e deve ser controlada com analgésicos. A conduta atual favorece a introdução de dieta leve (água, chá, gelatina, caldos) assim que o paciente estiver estável, sem náuseas/vômitos e com eliminação de gases. Essa abordagem acelera a recuperação, diminui o tempo de internação e pode reduzir o risco de complicações. É fundamental avaliar o paciente individualmente, mas a tendência é minimizar o jejum prolongado.
Os critérios incluem estabilidade hemodinâmica, ausência de náuseas/vômitos, dor controlada e, principalmente, sinais de retorno do trânsito intestinal, como a eliminação de gases. A evacuação não é um pré-requisito.
A realimentação precoce reduz o tempo de internação, melhora o conforto do paciente, previne a atrofia da mucosa intestinal e pode diminuir o risco de complicações como o íleo paralítico prolongado.
Não necessariamente. A eliminação de gases é um indicador mais fidedigno do retorno do peristaltismo efetivo do que a intensidade dos ruídos hidroaéreos. Com a eliminação de gases, a dieta leve pode ser introduzida.
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