Reações Transfusionais: Classificação e Manejo Clínico

FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2021

Enunciado

A respeito das reações adversas relacionadas à transfusão dos componentes sanguíneos podemos afirmar que:

Alternativas

  1. A) A reação transfusional febril não hemolítica é caracterizada por sintomas como calafrios, tremores e elevação da temperatura = 1ºC, ocorrendo imprescindivelmente até 1 hora após o término da transfusão.
  2. B) As reações alérgicas leves podem se apresentar como prurido, urticária, tosse, rouquidão. Após o tratamento e resolução dos sintomas é possível retornar a infusão do hemocomponente.
  3. C) Dentre as reações adversas mediadas imunologicamente, podemos citar: sobrecarga hídrica, hipotermia, doença do enxerto versus hospedeiro e hipercalemia.
  4. D) A Injúria Pulmonar Relacionada à Transfusão (TRALI) é uma complicação grave, rara, não mediada imunologicamente e o tratamento é suporte clínico.

Pérola Clínica

Reação alérgica leve à transfusão → interromper, tratar sintomas, se resolver, reavaliar e considerar reiniciar.

Resumo-Chave

As reações alérgicas leves à transfusão são comuns e geralmente respondem bem ao tratamento com anti-histamínicos. A possibilidade de reiniciar a transfusão após a resolução dos sintomas é uma característica importante que as diferencia de reações mais graves.

Contexto Educacional

As reações transfusionais são eventos adversos que podem ocorrer durante ou após a transfusão de componentes sanguíneos, variando em gravidade de leves a potencialmente fatais. O reconhecimento rápido e o manejo adequado são cruciais para a segurança do paciente. A compreensão dos diferentes tipos de reações, suas causas e fisiopatologia é fundamental para todos os profissionais de saúde envolvidos na prática transfusional. As reações são classificadas como imediatas ou tardias, e imunológicas ou não imunológicas. A reação transfusional febril não hemolítica é a mais comum, enquanto a reação hemolítica aguda e a TRALI são as mais graves. As reações alérgicas são frequentes e podem variar de leves (urticária, prurido) a anafiláticas, exigindo abordagens distintas. O manejo de uma reação transfusional começa com a interrupção imediata da infusão e a avaliação do paciente. O tratamento é sintomático e de suporte, dependendo do tipo e gravidade da reação. A notificação ao banco de sangue é obrigatória para investigação e prevenção de futuros eventos. A profilaxia, como a pré-medicação em pacientes com histórico de reações alérgicas, pode ser considerada.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais tipos de reações transfusionais?

As reações transfusionais podem ser classificadas como imunológicas (hemolítica aguda/tardia, febril não hemolítica, alérgica, anafilática, TRALI, DECH) ou não imunológicas (sobrecarga circulatória, hipotermia, hipercalemia, sepse).

Qual a conduta inicial em caso de suspeita de reação transfusional?

A primeira medida é interromper imediatamente a transfusão, manter o acesso venoso com soro fisiológico, avaliar o paciente e notificar o banco de sangue para investigação.

Como diferenciar uma reação alérgica leve de uma grave?

Reações leves (prurido, urticária) podem ser tratadas com anti-histamínicos e a transfusão pode ser reiniciada. Reações graves (anafilaxia, broncoespasmo, hipotensão) exigem interrupção definitiva e tratamento de emergência.

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