PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2021
Com relação à diversidade das manifestações clínicas das alergias medicamentosas correlacione: 1) Papulas e máculas difusas que surgem dias após a exposição (Exantema). 2) Lesões minutos após a administração do medicamento, potencial para anafilaxia. (Urticária, angioedema). 3) Pustulose eczematosa aguda generalizada. (Pústulas). 4) Bolhas tensas ou flácidas. ( ) Alopurinol, penicilinas, cefalosporinas, sulfametoxazol e anticonvulsivantes. ( ) Antibióticos betalactâmicos. ( ) Corticoides e antibióticos. ( ) Vancomicina, furosemida e captopril.
Alergias medicamentosas variam de exantemas tardios a reações imediatas graves como anafilaxia.
As reações medicamentosas cutâneas são diversas. Exantemas maculopapulares são reações tardias comuns, enquanto urticária e angioedema são reações imediatas com risco de anafilaxia. Pustulose exantemática aguda generalizada (PEAG) e reações bolhosas (SJS/NET) são formas mais graves.
As alergias medicamentosas representam um desafio diagnóstico e terapêutico na prática clínica, com uma ampla gama de manifestações, sendo as cutâneas as mais frequentes. A compreensão da diversidade dessas reações é fundamental para a segurança do paciente e para evitar complicações graves. A prevalência varia, mas reações leves são comuns, enquanto as graves são raras, porém potencialmente fatais. A fisiopatologia envolve mecanismos imunológicos (mediados por IgE, células T ou complexos imunes) e não imunológicos. As reações podem ser classificadas como imediatas (tipo I de Gell e Coombs, mediadas por IgE, como urticária e angioedema, com risco de anafilaxia) ou tardias (tipos II, III, IV, mediadas por células T ou complexos imunes). Exantemas maculopapulares são as reações tardias mais comuns, enquanto a pustulose exantemática aguda generalizada (PEAG) e as reações bolhosas (Síndrome de Stevens-Johnson e Necrólise Epidérmica Tóxica) representam espectros mais graves e potencialmente fatais. O diagnóstico baseia-se na história clínica detalhada, incluindo o tempo de exposição ao medicamento e o início dos sintomas. O tratamento envolve a suspensão imediata do medicamento agressor e terapia de suporte, que pode incluir corticoides sistêmicos e imunoglobulina em casos graves. A identificação precoce e a correta correlação entre o medicamento e a manifestação clínica são cruciais para um desfecho favorável e para a prevenção de futuras exposições.
Os tipos mais comuns incluem exantemas maculopapulares (erupções morbiliformes), urticária e angioedema. Reações mais graves são a pustulose exantemática aguda generalizada (PEAG) e as reações bolhosas como a Síndrome de Stevens-Johnson (SJS) e Necrólise Epidérmica Tóxica (NET).
Reações imediatas, como urticária e angioedema, surgem minutos a poucas horas após a exposição ao medicamento e são mediadas por IgE. Reações tardias, como exantemas maculopapulares, aparecem dias após a exposição e são mediadas por células T.
Antibióticos (especialmente betalactâmicos e sulfametoxazol), anticonvulsivantes (fenitoína, carbamazepina), alopurinol e anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) são frequentemente implicados em reações cutâneas graves como SJS, NET e PEAG.
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