SMS São José dos Pinhais - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2015
A hanseníase é uma doença endêmica no Brasil, considerada uma doença espectral ou polar com variedade de apresentação clínica, que vai desde o polo tuberculoide (com imunidade celular preservada) ao polo lepromatoso ou virchowiano (imunidade celular não preservada) tendo entre os polos as formas chamadas borderlines ou dimorfos. Apresenta ainda os chamados estados reacionais que compreendem diversos estados inflamatórios comuns, imunologicamente mediados, que causam uma considerável morbidade. Com relação aos estados reacionais na hanseníase é correto afirmar:
Reação Tipo 2 (Eritema Nodoso Hansênico) → formas multibacilares (virchowiana, dimorfa virchowiana).
A Reação Tipo 2, ou Eritema Nodoso Hansênico, é uma reação de hipersensibilidade tipo III que ocorre em pacientes com alta carga bacilar, como nas formas virchowiana e dimorfa virchowiana, devido à deposição de imunocomplexos.
A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae, endêmica no Brasil. É classificada como uma doença espectral, variando do polo tuberculoide (imunidade celular robusta) ao lepromatoso (imunidade celular deficiente). Os estados reacionais são complicações imunologicamente mediadas que causam morbidade significativa e são cruciais para o manejo da doença, impactando diretamente o prognóstico. Os dois principais estados reacionais são a Reação Tipo 1 (Reação Reversa), uma hipersensibilidade tardia (tipo IV) que ocorre em formas borderline, e a Reação Tipo 2 (Eritema Nodoso Hansênico), uma hipersensibilidade por imunocomplexos (tipo III) que afeta principalmente as formas multibacilares (virchowiana e dimorfa virchowiana). A Reação Tipo 1 é caracterizada por inflamação aguda de lesões preexistentes e nervos, enquanto a Reação Tipo 2 apresenta nódulos cutâneos dolorosos, febre e acometimento sistêmico. O reconhecimento e tratamento precoce dos estados reacionais são fundamentais para prevenir sequelas neurológicas e deformidades. O tratamento geralmente envolve corticosteroides, como prednisona, e em casos de Reação Tipo 2 grave ou refratária, talidomida pode ser utilizada. O manejo adequado impacta diretamente o prognóstico e a qualidade de vida dos pacientes com hanseníase, sendo um ponto crítico na formação do residente.
Os principais estados reacionais são a Reação Tipo 1 (Reação Reversa) e a Reação Tipo 2 (Eritema Nodoso Hansênico), além do Fenômeno de Lúcio, cada um com características clínicas e fisiopatológicas distintas.
A Reação Tipo 2 é uma reação de hipersensibilidade tipo III, mediada por imunocomplexos, que ocorre em pacientes com alta carga bacilar, como nas formas virchowiana e dimorfa virchowiana, devido à grande quantidade de antígenos bacilares circulantes.
A Reação Tipo 1 se manifesta com exacerbação de lesões cutâneas e neurais preexistentes, com edema e dor, enquanto a Reação Tipo 2 é caracterizada por nódulos eritematosos dolorosos, febre e, por vezes, acometimento sistêmico como orquite e artrite.
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