Reações Hansênicas: Fatores Precipitantes e Manejo Terapêutico

UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2025

Enunciado

No que se refere as reações hansênicas assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Os pacientes que cursem com eritema nodoso hansênico após o término do tratamento da hanseníase devem retomar o esquema da PQT (Polioquimoterapia).
  2. B) As coinfecções , o stress , focos de infecção dentária estão entre os fatores precipitantes das reações hansênicas.
  3. C) A do tipo II caracteriza-se pelo surgimento de novas lesões, agravamento das lesões anteriores e comprometimento de nervos periféricos.
  4. D) O tratamento de escolha para reações hansênicas do tipo eritema nodoso em pacientes do sexo feminino é a talidomida.
  5. E) A reação reversa ocorre em pacientes da forma tuberculóide sendo uma reação de hipersensibilidade associada a dapsona.

Pérola Clínica

Reações hansênicas são desencadeadas por estresse, infecções e gravidez; talidomida é contraindicada em mulheres férteis.

Resumo-Chave

As reações hansênicas são fenômenos imunológicos agudos que podem ocorrer antes, durante ou após o tratamento da hanseníase. Fatores como coinfecções, estresse e gravidez são conhecidos por precipitá-las. É crucial diferenciar os tipos de reação (Tipo 1 e Tipo 2) e conhecer as contraindicações de medicamentos como a talidomida.

Contexto Educacional

As reações hansênicas são episódios inflamatórios agudos que complicam o curso da hanseníase, podendo ocorrer antes, durante ou após o tratamento poliquimioterápico (PQT). Elas representam uma resposta imunológica exacerbada ao Mycobacterium leprae e são a principal causa de incapacidades físicas na doença. O reconhecimento e manejo adequados são essenciais para evitar sequelas permanentes. Existem dois tipos principais de reações: a Reação Tipo 1 (Reação Reversa), mais comum nas formas borderline, caracterizada por inflamação aguda de lesões cutâneas e nervos periféricos; e a Reação Tipo 2 (Eritema Nodoso Hansênico), mais frequente nas formas multibacilares, manifestada por nódulos cutâneos dolorosos, febre e envolvimento sistêmico. Fatores como infecções, estresse, gravidez e vacinação podem precipitar esses episódios. O tratamento das reações hansênicas visa controlar a inflamação e prevenir danos neurais. Corticosteroides (prednisona) são a base do tratamento para ambos os tipos. Para a Reação Tipo 2, a talidomida é altamente eficaz, mas sua prescrição é restrita devido ao seu potencial teratogênico, sendo contraindicada em mulheres em idade fértil. Nesses casos, a prednisona é a alternativa. O manejo exige vigilância e acompanhamento rigoroso.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores que precipitam as reações hansênicas?

Fatores como infecções intercorrentes (incluindo focos dentários), estresse físico ou emocional, gravidez, puerpério, vacinação e cirurgias são conhecidos por desencadear reações hansênicas.

Qual a diferença entre Reação Tipo 1 e Reação Tipo 2 na hanseníase?

A Reação Tipo 1 (reversa) é uma hipersensibilidade celular, com exacerbação de lesões cutâneas e neurais. A Reação Tipo 2 (eritema nodoso hansênico) é uma hipersensibilidade humoral, caracterizada por nódulos cutâneos dolorosos, febre e, por vezes, comprometimento sistêmico.

Por que a talidomida é contraindicada em mulheres férteis com hanseníase?

A talidomida é um potente teratógeno e é estritamente contraindicada em mulheres em idade fértil devido ao risco de malformações congênitas graves no feto. Nesses casos, a prednisona é a droga de escolha para o tratamento do eritema nodoso hansênico.

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