UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2023
Paciente, 43 anos, apresenta parestesia em 4º e 5º dedos da mão esquerda há quatro meses com piora progressiva. Ao ser examinado não foi encontrado manchas sugestivas de hanseníase, porém o diagnóstico de neurite hansênica foi realizado por meio de palpação do nervo ulnar, apresentando-se espessado, e por meio de eletromiografia. Sobre as reações hansênicas, assinale a afirmativa correta.
Reações hansênicas (tipo I e eritema nodoso) → piora da função nervosa periférica + dor à palpação.
As reações hansênicas, tanto a Reação Tipo I (reversa) quanto a Reação Tipo II (eritema nodoso hansênico), são processos inflamatórios agudos que podem ocorrer antes, durante ou após o tratamento. A neuropatia é uma complicação grave, e a piora da função nervosa periférica (sensitiva e motora) com dor à palpação do nervo é um sinal comum em ambas as reações.
As reações hansênicas são fenômenos imunológicos agudos que podem ocorrer em pacientes com hanseníase, independentemente do estágio do tratamento (antes, durante ou após). Elas representam uma das principais causas de incapacidades físicas e neuropatias na doença. Existem dois tipos principais: a Reação Tipo I (reversa), associada a uma exacerbação da imunidade celular, e a Reação Tipo II (eritema nodoso hansênico), ligada à formação de imunocomplexos. A neurite hansênica é uma complicação grave e comum em ambas as reações, caracterizada pela inflamação dos nervos periféricos. Clinicamente, manifesta-se por dor à palpação dos nervos, espessamento nervoso e piora da função nervosa (sensitiva e/ou motora), podendo levar a sequelas permanentes se não tratada prontamente. O diagnóstico é clínico, com suporte de exames como a eletromiografia. O tratamento das reações hansênicas é uma emergência médica para prevenir danos nervosos irreversíveis. Corticosteroides, como a prednisona, são a base do tratamento para a Reação Tipo I e para a neurite em ambas as reações. A talidomida é o tratamento de escolha para o eritema nodoso hansênico, mas possui contraindicações importantes, como a gravidez. É crucial que os profissionais de saúde reconheçam e tratem essas reações de forma agressiva para minimizar as incapacidades.
As principais são a Reação Tipo I (reversa), que se manifesta com inflamação de lesões cutâneas e nervos preexistentes, e a Reação Tipo II (eritema nodoso hansênico), caracterizada por nódulos cutâneos dolorosos, febre e acometimento sistêmico.
A neurite é uma complicação grave que pode levar a danos nervosos permanentes. A piora da função nervosa periférica, com dor e perda de sensibilidade/força, é um sinal de alerta que exige tratamento imediato para prevenir incapacidades.
Para a Reação Tipo I, a prednisona é o tratamento de escolha. Para a Reação Tipo II, a talidomida é eficaz, mas corticoides também podem ser usados, especialmente se houver neurite ou contraindicação à talidomida.
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