FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2025
Um homem de 64 anos de idade, etilista, em tratamento para tuberculose iniciado há 15 dias com o esquema básico, em tratamento diretamente observado (TDO) que vinha sendo realizado pelo agente comunitário de saúde, cinco vezes na semana, compareceu à unidade de saúde da família, fora da marcação programada, queixando‑se de que sua urina estava sempre avermelhada e que tinha sentido coceiras pelo corpo, além de náuseas e vômitos. O médico avaliou‑o e, ao exame físico, verificou‑se que estava lúcido e orientado, anictérico e com presença de exantema localizado em membros inferiores e superiores. Não possuía sinais de desidratação e relatava ganho ponderal de 1,5 kg em duas semanas. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta a conduta adequada.
Urina avermelhada por Rifampicina + sintomas gastrointestinais/cutâneos leves em TB → reações menores, manter tratamento com monitoramento e sintomáticos.
A urina avermelhada é um efeito colateral esperado da Rifampicina. Sintomas como náuseas, vômitos e exantema leve são reações adversas menores comuns aos tuberculostáticos. Em pacientes anictéricos e sem sinais de toxicidade grave, a conduta é manter o esquema, monitorar a função hepática e oferecer sintomáticos, ajustando o horário da medicação para melhorar a tolerância.
O tratamento da tuberculose (TB) é prolongado e envolve o uso de múltiplos fármacos, o que aumenta a probabilidade de reações adversas. O esquema básico, composto por Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida e Etambutol (RIPE), é altamente eficaz, mas exige monitoramento cuidadoso. É fundamental que os profissionais de saúde saibam diferenciar reações adversas menores, que geralmente não exigem a interrupção do tratamento, das reações maiores, que podem ser graves e necessitam de suspensão imediata da medicação. A urina avermelhada pela Rifampicina é um efeito esperado e inofensivo, enquanto náuseas, vômitos e exantema leve são comuns e podem ser manejados sintomaticamente. Em pacientes com fatores de risco como o etilismo, o monitoramento da função hepática é ainda mais crítico devido ao risco aumentado de hepatotoxicidade induzida por drogas. A adesão ao tratamento diretamente observado (TDO) e a educação do paciente sobre os efeitos colaterais são essenciais para garantir o sucesso terapêutico e prevenir o abandono do tratamento.
As reações adversas menores mais comuns incluem urina avermelhada (Rifampicina), náuseas, vômitos, dor abdominal, artralgia, exantema cutâneo leve e parestesias.
A suspensão do tratamento é indicada em casos de reações adversas maiores, como hepatotoxicidade grave (icterícia, elevação acentuada de transaminases), reações de hipersensibilidade graves (Síndrome de Stevens-Johnson), neurite óptica ou trombocitopenia.
O etilismo é um fator de risco para hepatotoxicidade, especialmente com o uso de Isoniazida e Pirazinamida. Pacientes etilistas requerem monitoramento mais rigoroso da função hepática durante o tratamento da tuberculose.
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