UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2015
Em relação às reações adversas aos medicamentos antituberculose, assinale a alternativa INCORRETA:
Neuropatia por isoniazida → tratada com piridoxina, mas NÃO requer suspensão da medicação.
A neuropatia periférica é uma reação adversa comum da isoniazida, que é prevenida e tratada com piridoxina. Geralmente, não é necessário suspender a isoniazida, mas sim ajustar a dose da piridoxina e monitorar o paciente.
O tratamento da tuberculose envolve uma combinação de medicamentos potentes, e as reações adversas são comuns, exigindo monitoramento cuidadoso e manejo adequado. A compreensão dessas reações é fundamental para garantir a adesão ao tratamento e minimizar complicações. A isoniazida é um dos fármacos mais importantes, mas pode causar neuropatia periférica devido à sua interferência com o metabolismo da piridoxina (vitamina B6). Essa neuropatia manifesta-se como dor e queimação nas extremidades. A prevenção e o tratamento são feitos com a suplementação de piridoxina. O etambutol, por sua vez, é associado à neurite óptica, não à neuropatia periférica. A rifampicina é conhecida por causar coloração alaranjada de fluidos corporais, o que é inofensivo, e pode estar associada a exantemas e, mais raramente, nefrite intersticial. A pirazinamida também pode causar hepatotoxicidade e nefrite intersticial. O manejo das reações adversas varia. Epigastralgia leve pode ser resolvida com ajuste de horários. Exantemas leves podem exigir suspensão temporária e reintrodução gradual. No entanto, reações graves como hepatotoxicidade significativa ou nefrite intersticial exigem a suspensão do medicamento. A neuropatia por isoniazida, se não for grave, geralmente não requer a interrupção do tratamento, mas sim o aumento da dose de piridoxina, o que é um ponto crucial para a manutenção da eficácia terapêutica e prevenção de resistência.
A isoniazida pode causar hepatotoxicidade e neuropatia periférica. A neuropatia é prevenida e tratada com piridoxina (vitamina B6), geralmente sem necessidade de suspensão da isoniazida.
Não, a coloração alaranjada na urina, suor e lágrimas é um efeito colateral esperado e inofensivo da rifampicina, que deve ser explicado ao paciente para evitar preocupações.
A suspensão é necessária em casos de hepatotoxicidade grave (elevação de transaminases > 3-5x o LSN com sintomas), reações de hipersensibilidade graves (exantema generalizado, febre), ou nefrite intersticial.
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