HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2019
Paciente do sexo masculino, de 55 anos de idade, necessitou de transfusão de 02 concentrados de hemácias no pós-operatório de troca valvar mitral. Após 20 minutos do início da segunda bolsa, apresentou febre de 38,5°C, sem outros sintomas. Diante dessa situação, a melhor conduta a ser adotada é parar a transfusão, manter acesso com soro, fazer antitérmico:
Febre isolada pós-transfusão → Reação febril não hemolítica. Parar, notificar, devolver bolsa. Próxima transfusão: hemácias desleucocitadas.
A febre isolada após transfusão, sem outros sintomas, sugere uma reação transfusional febril não hemolítica (RTFNH). A conduta imediata é interromper a transfusão, manter o acesso venoso e notificar o incidente, devolvendo o hemocomponente para investigação. Para futuras transfusões, o uso de hemocomponentes desleucocitados é a medida preventiva mais eficaz.
As reações transfusionais são eventos adversos que podem ocorrer durante ou após a transfusão de hemocomponentes. A Reação Transfusional Febril Não Hemolítica (RTFNH) é uma das mais comuns, caracterizada por febre e/ou calafrios, sem evidência de hemólise. Sua incidência varia, mas é mais frequente em pacientes que recebem múltiplas transfusões ou que foram previamente sensibilizados a antígenos leucocitários. O reconhecimento e manejo adequados são cruciais para a segurança do paciente. A fisiopatologia da RTFNH está geralmente associada à presença de citocinas pirogênicas (como IL-1, IL-6, TNF-alfa) acumuladas no hemocomponente durante o armazenamento, ou à reação de anticorpos do receptor contra antígenos leucocitários (HLA) do doador. O diagnóstico é de exclusão, após descartar outras causas de febre e reações transfusionais mais graves, como a hemolítica aguda. A suspeita deve surgir sempre que houver febre durante ou logo após a transfusão. A conduta imediata é padronizada: interromper a transfusão, manter o acesso venoso, avaliar sinais vitais, notificar o banco de sangue e enviar a bolsa e amostras do paciente para investigação. O tratamento é sintomático, com antitérmicos. Para pacientes com histórico de RTFNH, a prevenção com hemocomponentes desleucocitados é a medida mais eficaz, pois a remoção dos leucócitos do doador reduz a formação de citocinas e a exposição a antígenos HLA, diminuindo significativamente o risco de recorrência.
Os principais sinais são febre (aumento de 1°C ou mais em relação à temperatura pré-transfusional) e/ou calafrios, que ocorrem durante ou até 4 horas após a transfusão, na ausência de outras causas para a febre.
A conduta inicial é interromper imediatamente a transfusão, manter o acesso venoso com soro fisiológico, avaliar o paciente, notificar o incidente ao banco de sangue e devolver a bolsa para investigação.
Para pacientes com histórico de reações transfusionais febris não hemolíticas, a principal medida preventiva é o uso de hemocomponentes desleucocitados, que reduzem a exposição a citocinas e anticorpos anti-HLA presentes nos leucócitos do doador.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo