Infecção Bacteriana Transfusional: Riscos e Hemocomponentes

UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2025

Enunciado

A maior parte das infecções bacterianas transfusionais se relaciona a administração de:

Alternativas

  1. A) Sangue total.
  2. B) Hemácias.
  3. C) Plasma.
  4. D) Plaquetas.

Pérola Clínica

Plaquetas = maior risco de infecção bacteriana devido ao armazenamento em temperatura ambiente (20-24°C).

Resumo-Chave

Diferente das hemácias (refrigeradas) e do plasma (congelado), as plaquetas são mantidas em temperatura ambiente, o que favorece a proliferação de contaminantes bacterianos, especialmente Gram-positivos da pele.

Contexto Educacional

A segurança transfusional evoluiu significativamente com a triagem sorológica, tornando as infecções virais raras. Atualmente, a contaminação bacteriana é a principal causa de morbimortalidade infecciosa relacionada à transfusão. O reconhecimento precoce de febre, calafrios e hipotensão durante ou logo após a infusão de plaquetas é crucial para o manejo da sepse transfusional.\n\nEstudos de hemovigilância indicam que o risco de contaminação em concentrados de plaquetas é significativamente maior do que em unidades de hemácias. Isso se deve exclusivamente às condições de estocagem exigidas para preservar a função plaquetária, criando um meio de cultura propício para patógenos oportunistas.

Perguntas Frequentes

Por que as plaquetas são mais propensas à contaminação bacteriana?

As plaquetas devem ser armazenadas sob agitação constante em temperatura ambiente (entre 20°C e 24°C) para manter sua viabilidade funcional. Esse intervalo de temperatura é ideal para o crescimento de diversas bactérias, ao contrário da refrigeração (2-6°C) usada para hemácias ou do congelamento usado para o plasma, que inibem o metabolismo bacteriano.

Quais são os patógenos mais comuns em infecções por plaquetas?

Os microrganismos mais frequentemente isolados são bactérias Gram-positivas da microbiota da pele do doador, como Staphylococcus epidermidis e Staphylococcus aureus, que podem ser introduzidas no momento da venopunção, apesar da antissepsia.

Como prevenir a sepse transfusional?

As estratégias incluem a antissepsia rigorosa do braço do doador, o desvio do volume inicial de sangue coletado (que pode conter plugues de pele), a triagem microbiológica sistemática das bolsas de plaquetas e a limitação do tempo de armazenamento para no máximo 5 a 7 dias.

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