UFPI/HU-UFPI - Hospital Universitário do Piauí - Teresina (PI) — Prova 2015
Assinale a opção que indica a Reação Transfusional Aguda mais comum:
Reação Transfusional Aguda mais comum = Reação Febril Não Hemolítica (RFNH).
A Reação Febril Não Hemolítica (RFNH) é a reação transfusional aguda mais frequente, caracterizada por um aumento da temperatura corporal em ≥ 1°C durante ou até 4 horas após a transfusão, sem evidência de hemólise.
As reações transfusionais agudas são complicações que podem ocorrer durante ou logo após a administração de hemocomponentes, exigindo reconhecimento e manejo rápidos. O conhecimento dessas reações é crucial para a segurança do paciente e para a prática clínica de qualquer residente que lide com transfusões. Entre as diversas reações, a Reação Febril Não Hemolítica (RFNH) é, de fato, a mais comum. Ela se manifesta por um aumento da temperatura corporal em pelo menos 1°C, acompanhado de calafrios, tremores e mal-estar, ocorrendo durante ou até 4 horas após o término da transfusão. Embora geralmente benigna, é um diagnóstico de exclusão, exigindo a investigação para descartar causas mais graves, como a reação hemolítica aguda ou a contaminação bacteriana. A fisiopatologia da RFNH está ligada à presença de citocinas pirogênicas acumuladas nos hemocomponentes durante o armazenamento ou à interação de anticorpos do receptor com antígenos leucocitários do doador. A prevenção primária é a leucorredução dos hemocomponentes, que reduz significativamente a incidência. O tratamento é sintomático, com antipiréticos, e a transfusão deve ser interrompida e o paciente monitorado.
Os sintomas incluem febre (aumento de temperatura ≥ 1°C), calafrios, tremores, mal-estar e, ocasionalmente, cefaleia. Geralmente, não há sinais de hemólise ou outras reações graves.
A RFNH é geralmente causada pela liberação de citocinas pirogênicas (como IL-1, IL-6, TNF-alfa) pelos leucócitos do doador ou do receptor, ou pela presença de anticorpos anti-leucocitários no receptor.
A principal medida preventiva é a leucorredução dos componentes sanguíneos, que remove a maioria dos leucócitos do doador, diminuindo a quantidade de citocinas e antígenos leucocitários.
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