Reação Leucemoide: Diagnóstico, Causas e Diferenciais Importantes

UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2022

Enunciado

Assinalar a alternativa que preenche as lacunas abaixo CORRETAMENTE: A reação leucemoide é definida pela leucometria maior que _______________leucócitos/mm³, associada ao aumento no número de células _______________ imaturas. Deve ser diferenciada da leucemia mieloide crônica ou da leucemia mieloide juvenil. Dentre as principais causas de reação leucemoide estão as infecções piogênicas, as doenças inflamatórias, a insuficiência hepática, a acidose diabética e a síndrome de _______________ (doença mieloproliferativa transitória).

Alternativas

  1. A) 50.000 l linfoides l DiGeorge
  2. B) 100.000 l linfoides l Down
  3. C) 50.000 l mieloides l Down
  4. D) 100.000 l mieloides l DiGeorge

Pérola Clínica

Reação leucemoide = Leucometria > 50.000/mm³ + Células mieloides imaturas → Diferenciar de leucemia, comum na Síndrome de Down.

Resumo-Chave

A reação leucemoide é uma elevação acentuada da contagem de leucócitos, geralmente acima de 50.000/mm³, com presença de formas imaturas da linhagem mieloide. É uma resposta benigna a um estresse fisiológico, como infecções graves ou inflamações, e deve ser cuidadosamente diferenciada de leucemias.

Contexto Educacional

A reação leucemoide é um achado laboratorial importante que reflete uma resposta medular intensa a um estímulo, geralmente infeccioso ou inflamatório. É definida por uma leucometria superior a 50.000 leucócitos/mm³, com a presença de formas imaturas da linhagem mieloide no sangue periférico, como mielócitos e metamielócitos. Sua importância clínica reside na necessidade de diferenciá-la de condições neoplásicas, como a leucemia mieloide crônica (LMC) ou a leucemia mieloide juvenil. A fisiopatologia envolve a estimulação da medula óssea por citocinas e fatores de crescimento granulocíticos em resposta a infecções graves, inflamações, necrose tecidual ou outras condições de estresse. O diagnóstico diferencial com leucemias é crucial e baseia-se em características clínicas, achados do esfregaço de sangue periférico (como a presença de granulócitos tóxicos e a atividade da fosfatase alcalina leucocitária, que é alta na reação leucemoide e baixa na LMC) e, se necessário, testes genéticos e moleculares para o cromossomo Philadelphia/gene BCR-ABL. O manejo da reação leucemoide foca no tratamento da causa subjacente. A Síndrome de Down é uma causa notável de doença mieloproliferativa transitória, que pode se apresentar como uma reação leucemoide em neonatos e, embora geralmente regrida espontaneamente, pode evoluir para leucemia. A compreensão aprofundada desses aspectos é vital para o residente, garantindo um diagnóstico preciso e evitando intervenções desnecessárias ou atrasos no tratamento de condições graves.

Perguntas Frequentes

Qual a definição de reação leucemoide?

A reação leucemoide é caracterizada por uma contagem de leucócitos acima de 50.000/mm³, com a presença de formas imaturas de células mieloides no sangue periférico, como mielócitos e metamielócitos. É uma resposta reacional e não uma neoplasia primária da medula óssea.

Quais são as principais causas de reação leucemoide?

As principais causas incluem infecções bacterianas graves (especialmente piogênicas), doenças inflamatórias crônicas, insuficiência hepática, acidose diabética, queimaduras extensas e, em neonatos, a doença mieloproliferativa transitória associada à Síndrome de Down.

Como diferenciar reação leucemoide de leucemia mieloide crônica?

A diferenciação envolve a avaliação clínica, o esfregaço de sangue periférico (na reação leucemoide, a fosfatase alcalina leucocitária geralmente está elevada, ao contrário da LMC), e exames moleculares (ausência do cromossomo Philadelphia e do gene BCR-ABL na reação leucemoide).

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