UOPCCAN - União Oeste Paranaense de Combate ao Câncer (PR) — Prova 2021
A reação mais comum a Penincilina, em paciente tratando com Sifilis Secundária tem o nome de:
Tratamento sífilis com Penicilina → Reação de Jarisch-Herxheimer (febre, mialgia, exacerbação lesões).
A reação de Jarisch-Herxheimer é uma resposta inflamatória aguda que ocorre após o início do tratamento de infecções espiroquetárias (como sífilis, leptospirose, doença de Lyme) com antibióticos. É causada pela liberação de endotoxinas e lipoproteínas dos microrganismos mortos, desencadeando uma cascata inflamatória.
A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum, com manifestações clínicas variadas dependendo do estágio da doença. A sífilis secundária é caracterizada por lesões cutâneas e mucosas disseminadas, febre e linfadenopatia, sendo altamente infecciosa. O tratamento de escolha para todas as fases da sífilis é a penicilina. A reação de Jarisch-Herxheimer é um fenômeno bem conhecido e esperado no tratamento de infecções espiroquetárias, especialmente a sífilis. Ela ocorre devido à rápida lise dos microrganismos pelo antibiótico, liberando endotoxinas e outras substâncias que desencadeiam uma resposta inflamatória sistêmica. Embora possa ser assustadora para o paciente, é um sinal de que o tratamento está sendo eficaz. O manejo da reação de Jarisch-Herxheimer é principalmente de suporte, com foco no alívio dos sintomas. É crucial diferenciar esta reação de uma verdadeira alergia à penicilina, pois a interrupção do tratamento da sífilis pode levar a complicações graves, incluindo neurosífilis e sífilis congênita. A educação do paciente sobre essa possibilidade antes do início do tratamento é fundamental.
Os sintomas incluem febre, calafrios, mialgia, cefaleia, taquicardia, hipotensão e exacerbação das lesões cutâneas da sífilis. Geralmente aparecem algumas horas após a primeira dose do antibiótico e duram 12-24 horas.
O manejo é sintomático, com antipiréticos e analgésicos. Em casos graves, pode-se considerar corticosteroides, embora não seja rotina. É importante tranquilizar o paciente, explicando que não é uma alergia e que o tratamento deve continuar.
Além da sífilis, pode ocorrer no tratamento de outras infecções espiroquetárias, como a doença de Lyme (Borrelia burgdorferi) e a leptospirose (Leptospira spp.), após a administração de antibióticos.
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