AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2024
Em relação à terapia antirretroviral para o tratamento do HIV, os pacientes que apresentam febre ou exantema durante exposição prévia podem desenvolver reações de hipersensibilidade intensa e potencialmente fatal caso ocorra a reexposição ao medicamento:
Abacavir: risco de reação de hipersensibilidade grave e fatal em reexposição, associado a HLA-B*5701.
O Abacavir é um inibidor da transcriptase reversa análogo de nucleosídeo (ITRN) associado a uma reação de hipersensibilidade grave e potencialmente fatal. Essa reação é fortemente ligada à presença do alelo HLA-B*5701, e a reexposição ao medicamento em pacientes que já apresentaram sintomas prévios (febre, exantema) é contraindicada devido ao risco de anafilaxia.
A terapia antirretroviral (TARV) revolucionou o tratamento do HIV, transformando uma doença fatal em uma condição crônica controlável. No entanto, os medicamentos antirretrovirais podem apresentar efeitos adversos significativos, que exigem monitoramento e manejo cuidadosos. A escolha do regime terapêutico deve considerar o perfil de segurança, interações medicamentosas e comorbidades do paciente. O Abacavir é um inibidor da transcriptase reversa análogo de nucleosídeo (ITRN) que, embora eficaz, é notório pelo risco de uma reação de hipersensibilidade grave. Esta reação é mediada imunologicamente e está fortemente associada à presença do alelo HLA-B*5701. Os sintomas geralmente surgem nas primeiras 6 semanas de tratamento e podem incluir febre, exantema, fadiga, sintomas gastrointestinais e respiratórios. A importância clínica reside na prevenção. Recomenda-se a triagem para o alelo HLA-B*5701 antes do início do Abacavir. Pacientes positivos para HLA-B*5701 ou aqueles com histórico de reação de hipersensibilidade ao Abacavir (mesmo que leve) têm contraindicação absoluta ao uso do medicamento, pois a reexposição pode desencadear uma reação anafilática fulminante e fatal. O reconhecimento precoce dos sintomas e a suspensão imediata do fármaco são vitais para o manejo, mas a prevenção é a melhor estratégia.
Os sintomas incluem febre, exantema (rash cutâneo), fadiga, mal-estar, sintomas gastrointestinais (náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal) e sintomas respiratórios (tosse, dispneia, faringite).
O teste para o alelo HLA-B*5701 é crucial porque sua presença está fortemente associada a um risco aumentado de desenvolver a reação de hipersensibilidade ao Abacavir. Pacientes positivos para HLA-B*5701 não devem usar Abacavir.
O medicamento deve ser descontinuado imediatamente e permanentemente. É fundamental que o paciente seja alertado sobre a contraindicação de reexposição ao Abacavir, devido ao risco de reações graves e fatais.
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