HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2022
Define-se como Reação Hansênica o conjunto de manifestações cutâneas, oftálmicas e neurais decorrentes da inflamação causada por bacilos de Mycobacterium leprae, podendo ocorrer antes, durante ou depois do tratamento da Hanseníase. Diante de uma paciente em vigência de tratamento de Hanseníase que evolui com reação hansênica tipo 1, a conduta mais adequada é:
Reação Hansênica tipo 1 → Manter tratamento politerápico + iniciar Prednisona para controle inflamatório.
A reação hansênica tipo 1 (reação reversa) é uma resposta imune exacerbada ao Mycobacterium leprae, manifestando-se como inflamação cutânea e neural. O tratamento da hanseníase deve ser mantido, e a Prednisona é o pilar para controlar a inflamação e prevenir sequelas, especialmente neurite.
As reações hansênicas são intercorrências inflamatórias agudas que podem ocorrer antes, durante ou após o tratamento da hanseníase, sendo cruciais para a morbidade da doença. A Reação Hansênica Tipo 1, ou reação reversa, é uma hipersensibilidade tardia (tipo IV) que afeta pacientes com hanseníase tuberculoide ou borderline-tuberculoide, caracterizada por exacerbação das lesões cutâneas e, mais gravemente, por neurite, que pode levar a incapacidades permanentes se não tratada prontamente. O diagnóstico da Reação Tipo 1 é clínico, baseado na presença de lesões cutâneas eritematosas, edemaciadas e dolorosas, e sinais de neurite, como dor à palpação de troncos nervosos e perda de sensibilidade ou força. A fisiopatologia envolve uma mudança na imunidade celular do paciente, com aumento da resposta Th1 contra o Mycobacterium leprae. É fundamental diferenciar das reações tipo 2 (eritema nodoso hansênico) e de outras condições dermatológicas. A conduta mais adequada para a Reação Hansênica Tipo 1 é manter o tratamento politerápico da hanseníase e iniciar corticoterapia sistêmica, sendo a Prednisona o medicamento de primeira linha. A dose e a duração da Prednisona dependem da gravidade da reação, especialmente da presença de neurite, e devem ser ajustadas gradualmente. O manejo precoce e adequado é essencial para prevenir sequelas neurológicas e melhorar o prognóstico do paciente.
A Reação Hansênica Tipo 1, ou reação reversa, manifesta-se principalmente por lesões cutâneas eritematosas e edemaciadas, que podem ulcerar, e pela inflamação dos nervos periféricos (neurite), causando dor e perda de função.
A Prednisona é o tratamento de escolha devido à sua potente ação anti-inflamatória e imunossupressora, que controla a resposta imune exacerbada na Reação Tipo 1, prevenindo danos neurais irreversíveis e aliviando os sintomas cutâneos.
Não, o tratamento politerápico da hanseníase deve ser mantido durante a ocorrência de uma reação hansênica. A reação é uma resposta imunológica ao bacilo, e a suspensão do tratamento pode levar à recidiva da doença e ao desenvolvimento de resistência medicamentosa.
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