Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2021
Criança de 4 meses de idade foi levada à Unidade Básica de Saúde e recebeu, no mesmo dia, a vacina pentavalente, a vacina intramuscular contra a poliomielite (VIP), a vacina pneumocócica 10 valente conjugada e a vacina oral contra o rotavírus. Algumas horas após a vacinação, apresentou crise convulsiva em vigência de febre. Esse efeito adverso é mais provavelmente associado
Crise convulsiva febril pós-vacinação em < 1 ano → componente pertussis da pentavalente.
O componente pertussis (coqueluche) da vacina pentavalente (DTPw) é o mais frequentemente associado a reações adversas sistêmicas mais graves, como febre alta e convulsões febris, especialmente em crianças pequenas.
A vacina pentavalente, que inclui os componentes difteria, tétano, pertussis (coqueluche), Haemophilus influenzae tipo b e hepatite B, é uma parte essencial do calendário vacinal infantil. Embora seja altamente eficaz na prevenção de doenças graves, como qualquer vacina, pode causar reações adversas. É crucial para profissionais de saúde reconhecer e manejar essas reações, especialmente as mais sérias. O componente pertussis de célula inteira (DTPw), presente na vacina pentavalente utilizada no Brasil, é conhecido por ser mais reatogênico do que a versão acelular (DTPa). Entre as reações adversas mais comuns estão febre, dor e inchaço no local da injeção, irritabilidade e choro inconsolável. Reações mais graves, embora raras, incluem febre alta (acima de 39,5°C), convulsões febris e episódios hipotônicos-hiporresponsivos. No caso de uma criança que apresenta crise convulsiva em vigência de febre horas após a vacinação, o componente pertussis da pentavalente é o principal suspeito. É importante diferenciar uma convulsão febril de uma encefalopatia pós-vacinal, que é extremamente rara. A conduta envolve o manejo da convulsão e a investigação de outras causas. Em casos de reações graves, a vacinação subsequente pode ser modificada, optando-se pela DTPa para as doses restantes, se disponível e indicada.
As reações mais comuns incluem dor, vermelhidão e inchaço no local da injeção, febre baixa, irritabilidade e sonolência. Reações mais graves são raras.
O componente de célula inteira da pertussis (DTPw) é mais imunogênico e pode induzir uma resposta febril mais intensa, que, em crianças predispostas, pode desencadear uma convulsão febril.
A conduta inicial é de suporte, garantindo a segurança da criança. É fundamental investigar outras causas de convulsão e avaliar a necessidade de precauções para doses futuras da vacina, geralmente com a substituição do componente pertussis de célula inteira pelo acelular (DTPa).
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