ENARE/ENAMED — Prova 2021
Senhor José, 70 anos, IMC 38 kg/m², sedentário, hipertenso (controlado com medicação), sofreu um acidente vascular encefálico (AVE) há 9 meses, apresentando como sequela redução da força em dimídio esquerdo. Desde o AVE, tem caminhado com dificuldade e refere perda de equilíbrio e algumas quedas. Nega alterações na sensibilidade. Além disso, tem queixa de lombalgia há cerca de 20 anos. Nunca realizou fisioterapia. Tendo em vista esse caso, assinale a alternativa correta.
Fisioterapia pós-AVE crônico e para dor lombar melhora dor, equilíbrio, força e autonomia.
A fisioterapia é fundamental na reabilitação pós-AVE, mesmo em fase crônica (após 6 meses), e para condições como lombalgia crônica. Ela promove melhora da força muscular, equilíbrio, redução da dor e aumento da autonomia, impactando positivamente a qualidade de vida do paciente idoso.
A reabilitação é um pilar fundamental no tratamento de pacientes que sofreram um Acidente Vascular Encefálico (AVE), independentemente da fase da doença. Embora a intervenção precoce seja crucial, a fisioterapia continua a oferecer benefícios substanciais mesmo na fase crônica, meses ou anos após o evento. Pacientes idosos, como o Senhor José, com comorbidades como obesidade, sedentarismo e dor crônica, demandam uma abordagem multidisciplinar, onde a fisioterapia desempenha um papel central. Os benefícios da fisioterapia em casos de sequelas de AVE incluem a melhora da força muscular, especialmente em membros afetados, aprimoramento do equilíbrio e coordenação, o que é vital para prevenir quedas. Além disso, a fisioterapia atua na redução da dor, como a lombalgia crônica, através de exercícios terapêuticos, alongamentos e técnicas de mobilização. O objetivo final é o ganho de autonomia, permitindo que o paciente retome atividades de vida diária e melhore sua qualidade de vida. É um erro comum subestimar o potencial de recuperação e melhora funcional em pacientes com AVE crônico ou dor crônica. A fisioterapia não apenas evita a progressão de deficiências, mas também promove ganhos significativos em funcionalidade e bem-estar. O encaminhamento para fisioterapia deve ser sempre considerado, pois a intervenção especializada é capaz de otimizar o potencial de reabilitação e promover uma vida mais ativa e independente para esses pacientes.
A fisioterapia pós-AVE, mesmo em fase crônica, pode promover melhora significativa na força muscular, coordenação, equilíbrio, marcha e redução da espasticidade. Isso resulta em maior independência funcional e prevenção de quedas.
Sim, a fisioterapia é altamente eficaz para dor lombar crônica em idosos. Ela atua no fortalecimento da musculatura do core, melhora da postura, flexibilidade e mobilidade, além de técnicas de alívio da dor, contribuindo para a redução da intensidade e frequência dos episódios dolorosos.
A fisioterapia foca em restaurar e otimizar as capacidades funcionais do paciente, como caminhar, levantar e realizar atividades de vida diária. Ao melhorar a força, equilíbrio e coordenação, ela permite que o idoso recupere a capacidade de realizar tarefas de forma independente, aumentando sua autonomia e autoestima.
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