AFAMCI - Hospital dos Plantadores de Cana (RJ) — Prova 2018
Senhor Adelino, 63 anos, destro, índice de massa corporal (IMC) = 40, sedentário, hipertenso (controlado com medicação) e tabagista. Sofreu um acidente vascular encefálico (AVE) há 8 meses, tendo como sequela hemiparesia à direita. Ele deambula com dificuldade, olhando o pé e tropeçando com frequência, sem utilização de equipamento auxiliar de marcha; apresenta cognição e sensibilidade normais. Queixa-se de dor no ombro direito e realiza os movimentos do membro superior afetado de modo mais lento. Há 10 anos ele apresenta artrose nos joelhos. Ele nunca fez fisioterapia e passa a maior parte do dia deitado no sofá assistindo à televisão. Você encaminharia o senhor Adelino para a fisioterapia?
Reabilitação pós-AVE é crucial para melhorar função motora, controlar dor e promover independência em AVDs.
Pacientes pós-Acidente Vascular Encefálico (AVE) com sequelas como hemiparesia, dor e sedentarismo têm grande potencial de benefício com a fisioterapia. A reabilitação visa não apenas a recuperação motora e o controle da dor, mas também a prevenção de complicações secundárias, o aumento da atividade física e a promoção da independência nas atividades de vida diária, melhorando significativamente a qualidade de vida.
O Acidente Vascular Encefálico (AVE) é uma das principais causas de morbidade e mortalidade global, frequentemente resultando em sequelas neurológicas significativas, como a hemiparesia. A reabilitação pós-AVE é um componente crítico do tratamento, visando minimizar as incapacidades, otimizar a recuperação funcional e promover a reintegração do paciente à sociedade. A fisioterapia desempenha um papel central nesse processo, independentemente do tempo decorrido desde o evento agudo. No caso do Senhor Adelino, com hemiparesia à direita, dificuldade de marcha, dor no ombro e artrose nos joelhos, além de um estilo de vida sedentário, a fisioterapia é não apenas indicada, mas essencial. A intervenção fisioterapêutica pode abordar múltiplos aspectos: a melhora da força, coordenação e equilíbrio para otimizar a marcha e reduzir o risco de quedas; o manejo da dor no ombro e nos joelhos através de técnicas específicas e exercícios terapêuticos; e a promoção da atividade física para combater o sedentarismo e suas comorbidades. A reabilitação não se limita à fase aguda; a neuroplasticidade cerebral permite ganhos funcionais mesmo em fases crônicas do AVE. A fisioterapia pode capacitar o paciente a realizar as atividades de vida diária com maior independência, melhorar sua qualidade de vida e prevenir complicações secundárias do imobilismo. Portanto, o encaminhamento para fisioterapia é uma conduta fundamental e com grande potencial de benefício para pacientes como o Senhor Adelino.
Os principais objetivos incluem a melhora da força muscular e coordenação, o controle da espasticidade, o manejo da dor, a prevenção de deformidades e contraturas, a melhora do equilíbrio e da marcha, e o aumento da independência nas atividades de vida diária.
Sim, a fisioterapia é fundamental para a dor no ombro pós-AVE, que pode ser causada por subluxação, espasticidade ou síndrome do ombro-mão. Exercícios de mobilização, fortalecimento e técnicas de posicionamento podem aliviar a dor e melhorar a função.
Mesmo meses após o AVE, a fisioterapia pode promover neuroplasticidade, melhorar a função motora residual, combater o sedentarismo, prevenir complicações secundárias como úlceras de pressão e pneumonia, e aumentar a participação em atividades sociais, impactando positivamente a qualidade de vida.
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