Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2021
Pacientes cardiopatas de risco clínico alto de Reabilitação Cardiovascular (RCV) com presença ou ausência de evento cardiovascular e/ou intervenções, mas com importantes alterações funcionais ao esforço físico, ou seja, indicados CORRETAMENTE no item:
RCV alto risco = Baixa capacidade funcional (<5 METs ou Weber C/D ou VO2 <60% predito).
Pacientes cardiopatas de alto risco para reabilitação cardiovascular são aqueles com capacidade funcional muito limitada, evidenciada por um baixo desempenho em testes de esforço, indicando maior vulnerabilidade a eventos cardiovasculares.
A Reabilitação Cardiovascular (RCV) é fundamental para pacientes cardiopatas, visando melhorar a capacidade funcional, reduzir sintomas e diminuir a morbimortalidade. A estratificação de risco é crucial para individualizar o programa de RCV e garantir a segurança do paciente, identificando aqueles que necessitam de maior supervisão. Pacientes de alto risco clínico para RCV são aqueles que, apesar de terem ou não um evento cardiovascular prévio, apresentam importantes alterações funcionais ao esforço físico. Isso é objetivamente avaliado por testes como o teste ergométrico (TE) e o teste cardiopulmonar de exercício (TCPE). Uma baixa capacidade funcional, definida como menos de 5 equivalentes metabólicos (METs) no TE, ou uma classificação de Weber C ou D no TCPE, ou um consumo de oxigênio (VO2) abaixo de 60% do predito para idade e sexo, são indicadores de alto risco. Esses critérios refletem uma reserva funcional cardíaca e pulmonar limitada, tornando o paciente mais vulnerável a eventos adversos durante o exercício. O conhecimento desses parâmetros é essencial para que o residente possa identificar corretamente os pacientes que se beneficiarão de programas de RCV mais intensivos e supervisionados, otimizando o tratamento e o prognóstico.
Os principais parâmetros são os equivalentes metabólicos (METs) no teste ergométrico e o consumo de oxigênio (VO2) máximo no teste cardiopulmonar de exercício, com a classificação de Weber.
Uma capacidade funcional menor que 5 METs indica uma limitação significativa para atividades diárias, classificando o paciente como de alto risco para eventos cardiovasculares durante o exercício.
As classes C e D de Weber no teste cardiopulmonar de exercício indicam grave comprometimento funcional e prognóstico reservado, classificando o paciente como de alto risco para reabilitação.
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