SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2022
Considere a seguinte situação:Criança de 3 anos de idade em parada cardiorrespiratória (PCR), em ambiente hospitalar, com via aérea avançada assegurada. De acordo com o Guia da American Heart Association (AHA) 2020, sobre as recomendações para ressuscitação cardiopulmonar (RCP) em pediatria, assinale a alternativa CORRETA em relação às compressões torácicas e frequência de ventilação que devem ser instituídas.
Criança em PCR com via aérea avançada → compressões contínuas e 1 ventilação a cada 2-3 segundos (20-30 ventilações/min).
No cenário de PCR pediátrica com via aérea avançada assegurada (como tubo endotraqueal), a prioridade muda para compressões torácicas contínuas e ventilações assíncronas, para otimizar o fluxo sanguíneo cerebral e coronariano. A frequência de ventilação deve ser mais rápida que em adultos, refletindo a fisiologia pediátrica.
A ressuscitação cardiopulmonar (RCP) em pediatria segue diretrizes específicas que consideram as particularidades fisiológicas das crianças. As recomendações da American Heart Association (AHA) são atualizadas periodicamente para otimizar os resultados. Em um cenário de parada cardiorrespiratória (PCR) em ambiente hospitalar, com via aérea avançada já assegurada, a abordagem das compressões e ventilações difere da RCP sem via aérea avançada. É um conhecimento crítico para residentes de pediatria, emergência e terapia intensiva. Quando uma via aérea avançada, como um tubo endotraqueal ou um dispositivo supraglótico, é estabelecida, a ventilação e as compressões torácicas podem ser realizadas de forma assíncrona. Isso significa que as compressões não precisam ser interrompidas para cada ventilação, permitindo compressões contínuas e de alta qualidade. A fisiopatologia da PCR pediátrica frequentemente tem origem respiratória, tornando a ventilação um componente vital, mesmo com via aérea avançada. De acordo com o Guia AHA 2020, para crianças em PCR com via aérea avançada, as compressões torácicas devem ser contínuas, com uma frequência de 100-120 por minuto. As ventilações devem ser administradas a uma taxa de uma ventilação a cada 2 a 3 segundos, totalizando 20 a 30 ventilações por minuto. Essa frequência mais elevada de ventilação em comparação com adultos reflete a maior taxa metabólica e respiratória das crianças. O objetivo é maximizar o fluxo sanguíneo para órgãos vitais, especialmente o cérebro e o coração, enquanto se garante oxigenação e ventilação adequadas.
Para uma criança em parada cardiorrespiratória com via aérea avançada assegurada, a recomendação é administrar uma ventilação a cada 2 a 3 segundos, o que corresponde a uma frequência de 20 a 30 ventilações por minuto.
Sim, quando uma via aérea avançada (como um tubo endotraqueal) está no lugar, as compressões torácicas devem ser contínuas, sem interrupções para as ventilações. As ventilações são administradas de forma assíncrona.
Sem via aérea avançada, a relação é de 15:2 para dois socorristas e 30:2 para um socorrista. Com via aérea avançada, as compressões são contínuas e as ventilações são dadas a cada 2-3 segundos, sem uma relação fixa.
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