RCP Pediátrica: Diretrizes Essenciais para Lactentes e Crianças

FAA/UNIFAA - Hospital Escola Luiz Gioseffi Jannuzzi (RJ) — Prova 2015

Enunciado

Com referencia as manobras de ressuscitação cardiorrespiratória em lactentes e crianças, considere as afirmativas a seguir: I - Relação compressão-ventilação de 30:2 com 1 socorrista e 15:2 com 2 socorristas; II - Avaliar o pulso no lactente na carótida e na femoral; III - Na PCR do lactente, como o principal ritmo de PCR é a fibrilação deve-se solicitar o DEA imediatamente.

Alternativas

  1. A) I e II corretas 
  2. B) I e III corretas 
  3. C) Todas corretas
  4. D) II e III são erradas

Pérola Clínica

RCP pediátrica: 1 socorrista (30:2), 2 socorristas (15:2). Pulso em lactente: braquial/femoral. PCR pediátrica: mais comum asfixia, não FV.

Resumo-Chave

As diretrizes de RCP pediátrica diferem das de adultos, especialmente nas relações compressão-ventilação e na avaliação do pulso. Em lactentes, o pulso é avaliado na artéria braquial ou femoral. A principal causa de PCR em crianças é respiratória/asfíxica, resultando em bradicardia ou assistolia, não fibrilação ventricular, o que impacta a prioridade do DEA.

Contexto Educacional

A ressuscitação cardiopulmonar (RCP) pediátrica possui particularidades importantes que a diferenciam da RCP em adultos, refletindo as causas mais comuns de parada cardiorrespiratória (PCR) nessa faixa etária. Em crianças, a PCR é frequentemente de origem respiratória ou hipóxica, evoluindo para bradicardia e assistolia, em contraste com a PCR de origem cardíaca em adultos, que frequentemente se manifesta como fibrilação ventricular. Compreender essas diferenças é crucial para um manejo eficaz. As diretrizes de RCP pediátrica enfatizam a importância das ventilações e compressões torácicas de alta qualidade. A relação compressão-ventilação varia conforme o número de socorristas: 30 compressões para 2 ventilações para um único socorrista, e 15 compressões para 2 ventilações quando há dois ou mais socorristas. A avaliação do pulso em lactentes deve ser feita nas artérias braquial ou femoral, pois o pulso carotídeo pode ser difícil de palpar e menos confiável nessa faixa etária. A avaliação do pulso deve ser rápida, não excedendo 10 segundos. Em relação ao uso do desfibrilador externo automático (DEA), embora seja uma ferramenta vital, sua aplicação imediata não é a primeira prioridade na maioria das PCR pediátricas, dado que a fibrilação ventricular é um ritmo menos comum. O foco inicial deve ser na ventilação e compressão. O DEA deve ser utilizado se um ritmo chocável for identificado. A educação contínua e o treinamento prático são essenciais para que residentes e profissionais de saúde dominem essas manobras e melhorem os desfechos da PCR pediátrica.

Perguntas Frequentes

Qual a relação compressão-ventilação correta na RCP pediátrica?

Na RCP pediátrica, a relação compressão-ventilação é de 30:2 para um único socorrista e de 15:2 quando há dois ou mais socorristas. Essa proporção visa otimizar tanto as compressões quanto as ventilações para crianças.

Onde se deve avaliar o pulso em um lactente durante a RCP?

Em lactentes, o pulso deve ser avaliado nas artérias braquial (na face interna do braço) ou femoral (na virilha). A avaliação do pulso carotídeo é mais indicada para crianças maiores e adultos.

Qual o ritmo de PCR mais comum em lactentes e crianças e qual a implicação para o DEA?

O ritmo de PCR mais comum em lactentes e crianças é a assistolia ou bradicardia grave, geralmente secundária a uma causa respiratória (asfixia). Isso significa que o DEA (desfibrilador externo automático) não é a intervenção inicial mais prioritária, sendo as compressões e ventilações mais importantes. O DEA é usado se houver suspeita de ritmo chocável, como FV.

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