CEREM - Comissão Estadual de Residência Médica do Mato Grosso do Sul — Prova 2015
Gestante com 18 semanas, 40 anos de idade, com diagnóstico clínico e ultrassonográfico, há 15 dias, de Restrição de Crescimento Intrauterino (RCIU) e, pela medida da altura uterina, com 15 cm. A principal hipótese diagnóstica para esse caso é:
RCIU diagnosticada antes de 20 semanas → RCIU simétrica (agressão precoce).
A Restrição de Crescimento Intrauterino (RCIU) diagnosticada precocemente, antes das 20 semanas de gestação, é tipicamente do tipo simétrico. Isso significa que o feto apresenta uma redução proporcional em todos os seus parâmetros de crescimento, sugerindo uma agressão ocorrida nas fases iniciais do desenvolvimento fetal.
A Restrição de Crescimento Intrauterino (RCIU) é uma condição na qual o feto não atinge seu potencial genético de crescimento, resultando em um peso estimado abaixo do 10º percentil para a idade gestacional. É uma complicação obstétrica significativa, associada a maior morbimortalidade perinatal e riscos de saúde a longo prazo. A identificação precoce e a diferenciação dos tipos de RCIU são cruciais para o manejo adequado. Existem dois tipos principais de RCIU: simétrica e assimétrica. A RCIU simétrica, também conhecida como tipo I, é caracterizada por uma redução proporcional de todos os parâmetros biométricos fetais (circunferência cefálica, circunferência abdominal e comprimento do fêmur). Ela geralmente resulta de uma agressão que ocorre nas fases iniciais do desenvolvimento fetal, antes das 20-24 semanas de gestação, e está frequentemente associada a causas intrínsecas fetais, como anomalias cromossômicas, infecções congênitas (ex: TORCH) ou exposição a teratógenos. Em contraste, a RCIU assimétrica (tipo II) manifesta-se mais tardiamente na gestação (após 28 semanas) e é caracterizada por uma desproporção no crescimento, com a circunferência abdominal mais afetada do que a cefálica (brain-sparing effect), sendo primariamente causada por insuficiência placentária. O caso apresentado, com diagnóstico às 18 semanas, aponta claramente para uma RCIU simétrica, exigindo uma investigação aprofundada das causas fetais.
A RCIU simétrica apresenta redução proporcional de todos os parâmetros biométricos fetais (cabeça, abdome, fêmur) e é diagnosticada precocemente. A RCIU assimétrica afeta mais o crescimento abdominal, poupando a cabeça, e é diagnosticada mais tardiamente.
As causas da RCIU simétrica geralmente envolvem agressões precoces ao feto, como anomalias cromossômicas, infecções congênitas (TORCH), exposição a teratógenos ou síndromes genéticas.
O diagnóstico de RCIU antes das 20-24 semanas de gestação sugere fortemente o tipo simétrico, enquanto o diagnóstico após 28 semanas é mais indicativo do tipo assimétrico, relacionado à insuficiência placentária.
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