SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2019
Em um estudo transversal de distribuição da infecção pelo vírus da hepatite B e fator de risco para essa infecção, 1000 pessoas foram entrevistadas, tendo sido coletadas amostras de sangue das mesmas. Dessas pessoas, 160 eram usuárias de drogas injetáveis e tinham anticorpos positivos para o vírus. 400 eram usuárias de drogas injetáveis. 400 pessoas não eram usuárias de drogas injetáveis e não tinham anticorpos positivos para o vírus. A razão de prevalência nesse estudo é de:
Razão de prevalência = prevalência expostos / prevalência não expostos.
Para calcular a razão de prevalência em um estudo transversal, divide-se a prevalência da doença entre os expostos pelo fator de risco pela prevalência da doença entre os não expostos.
A razão de prevalência (RP) é uma medida de associação utilizada em estudos transversais para quantificar a relação entre uma exposição e a prevalência de uma doença ou agravo em um determinado momento. Ela compara a prevalência da doença entre indivíduos expostos a um fator de risco com a prevalência entre indivíduos não expostos. Para calcular a RP, é necessário construir uma tabela 2x2. No exemplo dado, temos: Total = 1000 pessoas. Usuários de drogas injetáveis (UDI) = 400; Não UDI = 600. UDI com anticorpos positivos para hepatite B (HBV+) = 160. Não UDI e sem anticorpos positivos (HBV-) = 400. A partir disso, deduzimos: UDI e HBV- = 400 - 160 = 240. Não UDI e HBV+ = 600 - 400 = 200. Prevalência em expostos (UDI) = 160/400 = 0,40. Prevalência em não expostos (Não UDI) = 200/600 = 0,3333. Razão de Prevalência = 0,40 / 0,3333 ≈ 1,20. A interpretação da razão de prevalência é direta: um valor maior que 1 indica que a prevalência da doença é maior nos expostos, sugerindo uma associação positiva. Um valor menor que 1 indica menor prevalência nos expostos, e um valor igual a 1 sugere ausência de associação. É crucial lembrar que, por ser um estudo transversal, a RP não estabelece causalidade, apenas associação.
A razão de prevalência é utilizada em estudos transversais e compara prevalências, enquanto o risco relativo é usado em estudos de coorte e compara incidências, estimando o risco de desenvolver a doença.
A razão de prevalência é apropriada em estudos transversais, onde a exposição e o desfecho são medidos simultaneamente, para estimar a associação entre um fator de risco e a prevalência de uma doença.
Uma razão de prevalência de 1,21 significa que a prevalência da doença (neste caso, hepatite B) é 1,21 vezes maior nos expostos (usuários de drogas injetáveis) em comparação com os não expostos.
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