Razão de Mortalidade Materna: Cálculo e Definição Essencial

UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2017

Enunciado

Para o município X, no ano de 2015, o Sistema de Informações de Nascidos Vivos (SINASC) registra 100.000 nascidos vivos, e o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) registra 15 óbitos de mulheres em idade fértil, sendo 5 por hemorragia pós-parto, 4 por aborto infectado, 3 por dengue hemorrágica durante a gravidez, 2 por suicídio em casos de depressão pós-parto e 1 por ferimento por arma branca, caso de assassinato pelo marido. Todos os óbitos relatados ocorreram durante a gestação ou dentro de um período de 42 dias após o término da gestação. A partir desses dados, conclui-se, corretamente, que a Razão de Mortalidade Materna (RMM) para o município X, no ano de 2015, é de:

Alternativas

  1. A) 14.
  2. B) 15.
  3. C) 9.
  4. D) 12.

Pérola Clínica

RMM = (Óbitos Maternos / Nascidos Vivos) x 100.000. Exclui causas acidentais/incidentais.

Resumo-Chave

A Razão de Mortalidade Materna (RMM) é um indicador crucial de saúde pública. Para seu cálculo, consideram-se apenas os óbitos de mulheres durante a gestação ou até 42 dias após o término, independentemente da duração ou local da gestação, por qualquer causa relacionada ou agravada pela gravidez ou sua condução, excluindo causas acidentais ou incidentais.

Contexto Educacional

A Razão de Mortalidade Materna (RMM) é um dos indicadores mais importantes para avaliar a saúde materna e a qualidade dos serviços de saúde em uma região. Ela representa o número de óbitos maternos por 100.000 nascidos vivos. A redução da mortalidade materna é um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, destacando sua relevância global. A definição de óbito materno, segundo a OMS, é a morte de uma mulher durante a gestação ou dentro de 42 dias após o término da gestação, independentemente da duração e do local da gravidez, por qualquer causa relacionada ou agravada pela gravidez ou por sua condução, mas não por causas acidentais ou incidentais. É crucial diferenciar as causas diretas (hemorragia, infecção, hipertensão) das indiretas (doenças preexistentes agravadas pela gravidez). O cálculo correto da RMM exige a identificação precisa dos óbitos maternos (numerador) e o número de nascidos vivos (denominador), geralmente obtidos de sistemas como o SIM e o SINASC. A análise das causas de morte materna permite direcionar políticas públicas e intervenções para melhorar a assistência pré-natal, ao parto e puerpério, visando a redução desses óbitos evitáveis.

Perguntas Frequentes

Quais óbitos são considerados no cálculo da Razão de Mortalidade Materna?

São considerados os óbitos de mulheres durante a gestação ou até 42 dias após o término, por qualquer causa relacionada ou agravada pela gravidez ou sua condução, excluindo causas acidentais ou incidentais.

Qual a fórmula para calcular a RMM?

A fórmula é (Número de Óbitos Maternos / Número de Nascidos Vivos) x 100.000. É um indicador de saúde pública fundamental.

Por que a RMM é um indicador importante na saúde pública?

A RMM reflete a qualidade da assistência à saúde da mulher durante a gravidez, parto e puerpério, sendo um indicador sensível das condições de saúde e desenvolvimento de uma população.

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