USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2017
Com base nas afirmações relativas aos indicadores de mortalidade, responda a alternativa CORRETA:
RMM e CMI compartilham o denominador de nascidos vivos, mas RMM usa 100.000 e CMI usa 1.000.
A Razão de Mortalidade Materna (RMM) e o Coeficiente de Mortalidade Infantil (CMI) são indicadores cruciais da saúde materno-infantil e da qualidade dos serviços de saúde. Ambos utilizam o número de nascidos vivos como denominador em seus cálculos, embora a RMM seja expressa por 100.000 nascidos vivos e o CMI por 1.000 nascidos vivos.
Os indicadores de mortalidade são ferramentas essenciais em saúde pública para monitorar a saúde de uma população, identificar problemas e avaliar a efetividade das intervenções. A Razão de Mortalidade Materna (RMM) e o Coeficiente de Mortalidade Infantil (CMI) são particularmente importantes, pois refletem diretamente a qualidade da atenção à saúde materno-infantil e o nível de desenvolvimento socioeconômico de uma região. Residentes devem dominar o cálculo e a interpretação desses indicadores. A RMM é calculada como o número de óbitos maternos (por causas relacionadas à gravidez, parto e puerpério) dividido pelo número de nascidos vivos, multiplicado por 100.000. O CMI é o número de óbitos de crianças menores de um ano dividido pelo número de nascidos vivos, multiplicado por 1.000. Ambos os indicadores utilizam o número de nascidos vivos como denominador, pois esta é a população sob risco para os eventos que estão sendo medidos. O diagnóstico de problemas na saúde materno-infantil é feito pela análise desses indicadores ao longo do tempo e em comparação com outras regiões. Taxas elevadas de RMM e CMI indicam falhas no acesso ou na qualidade da assistência pré-natal, ao parto e pós-parto, e nos cuidados com o recém-nascido e lactente. O tratamento, nesse contexto, envolve a implementação de políticas públicas e programas de saúde que visem melhorar a atenção à gestante e à criança, como o fortalecimento da atenção primária, acesso a serviços de urgência e emergência obstétrica e neonatal, e campanhas de vacinação. O prognóstico da saúde materno-infantil de uma população está diretamente ligado à capacidade de reduzir esses indicadores.
A RMM mede o número de óbitos maternos por causas relacionadas à gravidez, parto e puerpério por 100.000 nascidos vivos. O CMI mede o número de óbitos de crianças menores de um ano por 1.000 nascidos vivos.
A mortalidade infantil é composta pela mortalidade neonatal (óbitos de 0 a 27 dias de vida, subdividida em precoce 0-6 dias e tardia 7-27 dias) e pela mortalidade pós-neonatal (óbitos de 28 dias a 364 dias de vida).
Os nascidos vivos representam a população sob risco de óbito materno (para as mães que deram à luz) e de óbito infantil (para as crianças nascidas), tornando-se a base mais adequada para comparar esses indicadores entre diferentes populações e períodos.
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