IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2018
“A morbimortalidade materna e perinatal continuam ainda muito elevadas no Brasil, incompatíveis com o atual nível de desenvolvimento econômico e social do país. Sabe-se que a maioria das mortes e complicações que surgem durante a gravidez, parto e puerpério são preveníveis, mas para isso é necessária a participação ativa do sistema de saúde” (MS 2012) Assinale a afirmativa considerada INCORRETA:
RMM = (Óbitos maternos / Nascidos vivos) x 100.000.
A Razão de Mortalidade Materna (RMM) é um indicador crucial de saúde pública, calculado pelo número de óbitos maternos por 100.000 nascidos vivos. É fundamental para avaliar a qualidade da assistência obstétrica e identificar áreas para intervenção.
A morbimortalidade materna e perinatal representa um desafio persistente no Brasil, refletindo a necessidade de aprimoramento contínuo do sistema de saúde. A Razão de Mortalidade Materna (RMM) é um dos indicadores mais importantes para monitorar a saúde materna, sendo definida como o número de óbitos maternos por 100.000 nascidos vivos. Compreender seu cálculo e os fatores que a influenciam é crucial para a formulação de políticas públicas eficazes. As mortes maternas podem ser diretas, resultantes de complicações obstétricas, ou indiretas, decorrentes de doenças preexistentes ou desenvolvidas durante a gravidez não relacionadas diretamente à gestação, mas agravadas por ela. A maioria dessas mortes é prevenível através de uma assistência pré-natal adequada, parto seguro e puerpério bem acompanhado, além de acesso a serviços de planejamento familiar. A inadequação dos serviços de saúde e a falta de oferta de planejamento familiar são fatores que impactam diretamente o coeficiente da mortalidade materna. Para residentes, é fundamental dominar os conceitos de mortalidade materna, suas causas e as estratégias de prevenção. A atenção primária e secundária desempenham um papel vital na resolução das necessidades das mulheres no ciclo gravídico-puerperal, desde o acompanhamento pré-natal até o manejo de intercorrências e o planejamento familiar. A vigilância epidemiológica e a análise da RMM são ferramentas essenciais para identificar falhas no sistema e direcionar intervenções.
A RMM é calculada dividindo o número de óbitos maternos pelo número de nascidos vivos em um determinado período e local, multiplicando o resultado por 100.000.
As principais causas incluem hipertensão, hemorragias, infecções, aborto inseguro e doenças preexistentes agravadas pela gravidez (mortes maternas indiretas).
O planejamento familiar permite que as mulheres evitem gestações de alto risco e espaçam os nascimentos, contribuindo significativamente para a redução da mortalidade materna e perinatal.
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