UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2023
Os indicadores de saúde são essenciais para analisar a situação de uma coletividade, fazer comparações e avaliar mudanças ao longo do tempo. Observe o Quadro 1 e responda às questões 52 a 55. Quadro 1 – Dados fictícios sobre óbitos e população residente. Cidade X, 2022. 1 – Dados fictícios sobre óbitos e população residente. Cidade X, 2022. Dados sobre: Total de óbitos por todas as causas (a); Óbitos de menores de 1 ano de idade (b); Óbitos de mulheres em todas as idades (c); Óbitos de homens em todas as idades (d); Óbitos por câncer de próstata (e); Óbitos de mulheres na gravidez, parto e puerpério (f); População total (g); Nascidos vivos (h). Assinale a alternativa que contém a fórmula CORRETA para o cálculo do indicador Coeficiente de Mortalidade Materna na cidade X, em 2022.
Mortalidade Materna = (Óbitos maternos / Nascidos vivos) × 100.000.
A Razão de Mortalidade Materna utiliza o número de nascidos vivos como denominador para estimar o risco de morte relacionado à gravidez, parto e puerpério.
A mortalidade materna é um dos indicadores mais sensíveis do desenvolvimento socioeconômico e da qualidade do sistema de saúde de uma região. Ela reflete não apenas o acesso a serviços de saúde, mas a eficácia do pré-natal, a segurança do parto e a vigilância no puerpério. No Brasil, as principais causas diretas incluem hipertensão (pré-eclâmpsia/eclâmpsia), hemorragia pós-parto e infecções puerperais. O cálculo correto é fundamental para o planejamento de políticas públicas e alocação de recursos em saúde da mulher.
Embora frequentemente usados como sinônimos em provas, tecnicamente a 'Razão' utiliza o número de nascidos vivos no denominador, enquanto o 'Coeficiente' deveria usar a população de mulheres em idade fértil expostas ao risco. Na prática epidemiológica e em questões de residência, o termo 'Razão de Mortalidade Materna' (RMM) é o padrão-ouro, utilizando 100.000 nascidos vivos como fator de multiplicação para permitir comparações internacionais e temporais.
Entram no cálculo as mortes de mulheres durante a gestação ou até 42 dias após o término da gestação, independentemente da duração ou localização da gravidez, devido a qualquer causa relacionada ou agravada pela gravidez ou por medidas em relação a ela. Excluem-se causas acidentais ou incidentais. As causas são divididas em diretas (complicações obstétricas) e indiretas (doenças preexistentes agravadas pela gestação).
O uso de nascidos vivos como denominador é uma aproximação do número de mulheres que estiveram grávidas e, portanto, expostas ao risco de morte materna. Como o número total de gestações (incluindo abortos e natimortos) é difícil de mensurar com precisão em grandes populações, os nascidos vivos servem como um indicador fidedigno e disponível para o cálculo do risco epidemiológico.
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