FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2022
A rubéola é uma infecção viral que, nas últimas décadas, teve a incidência e a prevalência diminuídas drasticamente no Brasil. Considerando o rastreio da rubéola no pré-natal, é INCORRETO afirmar:
Rubéola no pré-natal: IgM para assintomáticas não é rotina devido à eliminação da doença e altos falsos positivos. Vacina tríplice viral é contraindicada na gestação.
A eliminação da rubéola e da síndrome da rubéola congênita no Brasil levou à mudança nas recomendações de rastreio. A pesquisa de IgM para rubéola em gestantes assintomáticas não é mais rotina, principalmente pelo alto índice de falsos positivos que geram ansiedade e condutas desnecessárias. O IgG, se solicitado, indica imunidade, mas a vacinação é contraindicada na gestação.
A rubéola é uma infecção viral que, devido às campanhas de vacinação, teve sua incidência e prevalência drasticamente reduzidas no Brasil, culminando na certificação de eliminação da doença e da síndrome da rubéola congênita. Essa mudança epidemiológica impactou diretamente as recomendações de rastreio no pré-natal, que antes incluíam rotineiramente a pesquisa de anticorpos IgM. Atualmente, o Ministério da Saúde recomenda que o exame sorológico com pesquisa de IgM para rubéola não seja realizado na rotina de pré-natal para gestantes assintomáticas. Essa diretriz visa evitar a grande quantidade de resultados falso-positivos, que podem gerar ansiedade desnecessária, investigações adicionais e, por vezes, condutas inadequadas. Caso haja necessidade de avaliar a imunidade da gestante, a pesquisa de IgG é suficiente para determinar a presença de títulos protetores. Se a gestante for suscetível (IgG negativo), a vacinação com vacinas de vírus vivos atenuados (como a tríplice viral) é contraindicada durante a gestação, devendo ser postergada para o pós-parto. É crucial que residentes e profissionais de saúde estejam atualizados com essas diretrizes para oferecer um pré-natal adequado e baseado em evidências, evitando exames desnecessários e focando na saúde materno-fetal de forma eficiente. A compreensão das implicações dos falsos positivos e das contraindicações vacinais é fundamental para a prática clínica.
A pesquisa de IgM para rubéola não é mais rotina em gestantes assintomáticas devido à eliminação da rubéola e da síndrome da rubéola congênita no Brasil, além da alta taxa de falsos positivos que podem gerar ansiedade e condutas desnecessárias.
O exame de IgG para rubéola é importante para verificar se a gestante possui títulos protetores contra o vírus. Se o resultado for negativo, indica suscetibilidade, mas a vacinação com tríplice viral é contraindicada durante a gestação.
A vacina dupla viral (sarampo-rubéola) e a tríplice viral (sarampo-rubéola-caxumba) são contraindicadas durante a gestação, pois são vacinas de vírus vivos atenuados. A mulher deve ser vacinada no pós-parto, se necessário.
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