Diabetes Mellitus: Rastreio de Retinopatia Diabética

USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2022

Enunciado

Mulher, 52 anos, com hipertensão e diabetes tipo 2 há 4 anos, relata que ultimamente vem urinando mais, com surgimento de nictúria no último mês. Refere dificuldade para aderir a dieta e exercício físico regularmente. Está em uso de losartana, metformina e gliclazida. Exame físico sem alterações. Glicemia de jejum: 246 mg/dL, hemoglobina glicada: 8,9% (VR: 4,3-6,1); funções hepática e renal normais.Qual exame mais adequado para rastreio de complicação crônica do diabetes neste momento?

Alternativas

  1. A) Ultrassonografia de rins.
  2. B) Fundo de olho.
  3. C) Gasometria venosa.
  4. D) Lipidograma.

Pérola Clínica

DM2 descompensado > 5 anos ou com sintomas → rastreio anual de retinopatia diabética com fundo de olho.

Resumo-Chave

O diabetes mellitus tipo 2 descompensado por tempo prolongado aumenta o risco de complicações microvasculares. O fundo de olho é o exame mais adequado para o rastreio da retinopatia diabética, uma complicação comum e potencialmente cegante, que deve ser realizada anualmente ou conforme indicação clínica.

Contexto Educacional

O Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) é uma doença crônica progressiva que, se não controlada adequadamente, leva a diversas complicações micro e macrovasculares. O rastreio regular dessas complicações é fundamental para a prevenção de morbidade e mortalidade, sendo um tópico de grande relevância em provas de residência e na prática clínica. A paciente do caso apresenta DM2 há 4 anos com controle glicêmico inadequado (HbA1c de 8,9% e glicemia de jejum elevada), o que a coloca em alto risco para o desenvolvimento de complicações. Entre as complicações microvasculares, a retinopatia diabética é uma das mais comuns e pode levar à cegueira se não diagnosticada e tratada precocemente. O exame de fundo de olho, realizado por um oftalmologista, é o método padrão para o rastreio da retinopatia. Para pacientes com DM2, o rastreio deve ser iniciado no momento do diagnóstico e repetido anualmente. Outras complicações importantes incluem a nefropatia diabética (rastreada por microalbuminúria e função renal) e a neuropatia diabética. Embora o lipidograma seja importante para o rastreio de complicações macrovasculares e a ultrassonografia renal para avaliação estrutural, o fundo de olho é o exame mais direto e prioritário para o rastreio de uma complicação microvascular específica e prevalente no contexto apresentado.

Perguntas Frequentes

Quando o rastreio para retinopatia diabética deve ser iniciado em pacientes com DM2?

Para pacientes com Diabetes Mellitus tipo 2, o rastreio para retinopatia diabética deve ser iniciado no momento do diagnóstico e repetido anualmente, ou mais frequentemente se houver evidência de retinopatia ou controle glicêmico inadequado.

Quais são as principais complicações microvasculares do diabetes?

As principais complicações microvasculares do diabetes são a retinopatia diabética (afetando os olhos), a nefropatia diabética (afetando os rins) e a neuropatia diabética (afetando os nervos).

Qual a importância da hemoglobina glicada (HbA1c) no manejo do diabetes?

A HbA1c reflete o controle glicêmico médio dos últimos 2-3 meses e é um indicador crucial para avaliar o risco de desenvolvimento e progressão das complicações crônicas do diabetes, orientando ajustes terapêuticos.

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