FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2025
Recém-nascido pré-termo de 26 semanas é admitido em UTI Neonatal e está em uso de CPAP Bolhas com bom padrão respiratório e fração de oxigênio em 25%. Peso de nascimento de 700g e sexo masculino. Na elaboração de um plano terapêutico para esse paciente, quais exames de segmento devem ser programados?
RN < 32 sem: US-TF no 4º dia, triagem metabólica aos 21 dias e fundo de olho entre 4-6 sem.
O seguimento do prematuro extremo exige cronogramas rígidos para detectar hemorragia peri-intraventricular precoce, distúrbios minerais ósseos e retinopatia, visando intervenção oportuna.
O manejo de prematuros extremos (idade gestacional < 28 semanas) na UTI Neonatal foca não apenas na estabilização respiratória, mas na prevenção de sequelas a longo prazo. A hemorragia peri-intraventricular é uma das principais preocupações neurológicas, ocorrendo frequentemente na matriz germinativa. A doença metabólica óssea resulta da deficiência de cálcio e fósforo, exigindo monitoramento laboratorial para ajuste de fortificantes no leite materno ou nutrição parenteral. A retinopatia da prematuridade é uma causa evitável de cegueira infantil, dependendo estritamente do rastreio oftalmológico oportuno.
Em recém-nascidos pré-termo de muito baixo peso, o primeiro ultrassom transfontanela (US-TF) deve ser realizado idealmente entre o 4º e o 7º dia de vida. Este período é crítico porque a maioria das hemorragias peri-intraventriculares (HPIV) ocorre nos primeiros dias após o nascimento. O rastreio precoce permite a classificação do grau da hemorragia e o monitoramento de complicações como a dilatação ventricular pós-hemorrágica.
O rastreio da retinopatia da prematuridade (ROP) deve ser iniciado entre a 4ª e a 6ª semana de vida pós-natal. Para prematuros extremos, como o do caso (26 semanas), o exame de fundo de olho é essencial para detectar a proliferação vascular anormal na retina, que pode levar ao descolamento e cegueira se não tratada com laser ou anti-VEGF.
A triagem para doença metabólica óssea da prematuridade, que inclui dosagem de cálcio, fósforo e fosfatase alcalina, costuma ser iniciada por volta da 3ª ou 4ª semana de vida (21 dias). Antes disso, as alterações bioquímicas podem não refletir fielmente a desmineralização óssea decorrente da interrupção do aporte mineral transplacentário no terceiro trimestre.
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