UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2015
O acompanhamento pré-natal permite o rastreio de infecções que podem comprometer a evolução da gestação ou ser transmitidas para os fetos, sendo CORRETO, por isso, afirmar que:
Gestante HBsAg negativo e não vacinada → vacinação para hepatite B no pré-natal.
A vacinação contra hepatite B é crucial para gestantes suscetíveis (HBsAg negativo e não vacinadas) para prevenir a transmissão vertical. O rastreio adequado no pré-natal visa identificar e intervir precocemente em infecções que podem comprometer a mãe ou o feto.
O acompanhamento pré-natal é um pilar da saúde materno-infantil, visando identificar e manejar precocemente condições que possam afetar a gestante ou o feto. O rastreio de infecções como hepatite B, HIV, sífilis e toxoplasmose é mandatório, dada a capacidade de transmissão vertical e as graves consequências para o concepto. A vacinação, quando indicada, é uma estratégia eficaz de prevenção. A triagem sorológica para hepatite B, por exemplo, é essencial. Gestantes com HBsAg negativo e sem histórico de vacinação devem ser imunizadas para conferir proteção à mãe e reduzir o risco de transmissão ao feto. Para o HIV, a testagem em diferentes momentos da gestação permite a implementação de medidas profiláticas, como o uso de antirretrovirais, que diminuem drasticamente a chance de transmissão vertical. A toxoplasmose, por sua vez, exige acompanhamento sorológico seriado em gestantes suscetíveis, pois a infecção primária na gravidez pode causar malformações fetais. Além das infecções virais e parasitárias, a bacteriúria assintomática é uma condição comum na gestação que, se não tratada, pode evoluir para pielonefrite, parto prematuro e baixo peso ao nascer. Por isso, a urinocultura é um exame de rotina no pré-natal, independentemente da presença de sintomas. O manejo adequado dessas condições, seja por vacinação, tratamento medicamentoso ou acompanhamento rigoroso, é fundamental para garantir uma gestação saudável e um desfecho neonatal favorável.
A vacinação de gestantes suscetíveis (HBsAg negativo) é fundamental para prevenir a infecção materna e, consequentemente, a transmissão vertical do vírus da hepatite B para o recém-nascido, que pode levar a doença crônica.
O teste anti-HIV deve ser oferecido no primeiro trimestre e repetido no terceiro trimestre, ou no momento do parto, para permitir a profilaxia da transmissão vertical e o manejo adequado da gestante.
A urinocultura é recomendada rotineiramente no pré-natal para rastrear bacteriúria assintomática, uma condição comum que, se não tratada, aumenta o risco de pielonefrite, parto prematuro e baixo peso ao nascer.
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