HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2026
Quanto ao rastreio de pré-eclâmpsia, assinale a alternativa correta.
Rastreio combinado (11-13s) = Fatores maternos + PAM + IP artérias uterinas + PlGF → 95% sensibilidade PE pré-termo.
O rastreio de primeiro trimestre utiliza um modelo multivariado que combina características maternas com biomarcadores (PlGF) e biofísicos (Doppler de uterinas) para identificar o risco de pré-eclâmpsia precoce.
O rastreio da pré-eclâmpsia (PE) evoluiu de uma abordagem baseada apenas em antecedentes para modelos matemáticos de risco. A fisiopatologia da PE envolve uma invasão trofoblástica inadequada das artérias espiraladas, gerando hipóxia placentária e liberação de fatores antiangiogênicos na circulação materna. O Doppler da artéria oftálmica tem sido estudado como um marcador de hiperperfusão cerebral e redução da resistência vascular central, mas o aumento do IP da artéria oftálmica não é o achado típico da resistência periférica aumentada na PE. A identificação precoce permite o uso de AAS, que inibe a síntese de tromboxano A2, melhorando o balanço prostaclina/tromboxano e reduzindo a incidência de PE pré-termo em até 60-80% nos grupos de risco. O conhecimento dos biomarcadores como o PlGF e o sFlt-1 é essencial para o manejo moderno da hipertensão na gravidez.
O rastreio combinado realizado entre 11 e 13 semanas e 6 dias, que integra fatores de risco maternos, pressão arterial média, índice de pulsatilidade das artérias uterinas e dosagem de PlGF (fator de crescimento placentário), apresenta uma sensibilidade de aproximadamente 95% para a detecção de pré-eclâmpsia pré-termo (antes de 37 semanas). Este modelo é superior ao rastreio baseado apenas em fatores de risco clínicos isolados, permitindo a intervenção profilática precoce com AAS.
O Fator de Crescimento Placentário (PlGF) é um marcador pró-angiogênico produzido pelo trofoblasto. Em gestações que evoluirão para pré-eclâmpsia, os níveis séricos de PlGF encontram-se reduzidos (e não aumentados) já no primeiro trimestre, refletindo uma falha na placentação e um desequilíbrio angiogênico sistêmico. A sua dosagem é um componente fundamental dos algoritmos de predição precoce.
Para gestantes classificadas como de alto risco no rastreio, a recomendação atual baseada em grandes estudos (como o ASPRE trial) é a administração de ácido acetilsalicílico (AAS) na dose de 100 a 150 mg por dia, iniciada preferencialmente antes de 16 semanas de gestação e administrada à noite. Doses de 1,0 g/dia são doses analgésicas/anti-inflamatórias e não são as preconizadas para profilaxia de pré-eclâmpsia.
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