HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2025
Mulher, de 66 anos de idade, procura o ambulatório para avaliação de rotina. Não tem histórico de doenças e gostaria de iniciar a prática de exercícios físicos regularmente. Sua alimentação é balanceada, consumindo cerca de um copo de leite por dia, além de frutas e verduras. Não utiliza suplementos. Ao exame, tem índice de massa corpórea (IMC) de 22kg/m², sem outras alterações. Apresenta os resultados de exames laboratoriais solicitados no último mês: Qual é a conduta que deve ser recomendada para esta paciente? Exame Resultado Valor de Referência 25-Hidroxivitamina D 31 ng/mL 20 - 80 ng/mL TSH (Hormônio Tireostimulante) 0,6 µIU/mL 0,5 - 4,5 µIU/mL Cálcio Sérico 9,1 mg/dL 9 - 10,5 mg/dL
Mulheres > 65 anos → Densitometria óssea para rastreio de osteoporose, mesmo sem outros fatores de risco.
A osteoporose é uma doença silenciosa e o rastreio é fundamental, especialmente em mulheres pós-menopausa. A idade de 65 anos é um marco para a indicação de densitometria óssea, independentemente de outros fatores de risco, para identificar a doença precocemente e iniciar medidas preventivas ou terapêuticas.
A osteoporose é uma doença esquelética sistêmica caracterizada por baixa massa óssea e deterioração microarquitetônica do tecido ósseo, com consequente aumento da fragilidade óssea e suscetibilidade a fraturas. É uma condição prevalente em idosos, especialmente em mulheres pós-menopausa, devido à diminuição dos níveis de estrogênio. O rastreio da osteoporose é crucial para o diagnóstico precoce e a implementação de estratégias de prevenção de fraturas. As diretrizes atuais recomendam a realização de densitometria óssea para todas as mulheres com 65 anos ou mais, independentemente da presença de outros fatores de risco. Para homens, o rastreio geralmente começa aos 70 anos ou mais cedo se houver fatores de risco. Mesmo com exames laboratoriais de cálcio e vitamina D dentro da normalidade, a densitometria óssea é o padrão-ouro para avaliar a densidade mineral óssea e classificar a paciente em osteopenia ou osteoporose. A partir dos resultados, pode-se planejar a conduta mais adequada, que pode incluir modificações no estilo de vida, suplementação (se indicada) e, em casos de osteoporose, terapia farmacológica específica.
As diretrizes recomendam o rastreio de osteoporose com densitometria óssea para todas as mulheres a partir dos 65 anos de idade, independentemente de outros fatores de risco.
Os principais fatores de risco incluem idade avançada, sexo feminino, pós-menopausa, histórico familiar, baixo IMC, uso de corticoides, tabagismo, alcoolismo e algumas doenças crônicas.
A suplementação de vitamina D é indicada se houver deficiência ou insuficiência. Níveis adequados, como os da paciente (31 ng/mL), não requerem suplementação adicional, mas a ingestão de cálcio deve ser avaliada.
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