Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2021
O rastreio da Infecção Latente pelo Mycobacterium Tuberculosis (ILTB) deve passar pela exclusão de doença ativa. Sendo adequado o item:
Rastreio ILTB exige exclusão doença ativa e deve ser feito em todos os níveis de atenção, focando em grupos de risco.
O diagnóstico e manejo da ILTB são cruciais para o controle da tuberculose e devem ser integrados em todos os níveis de atenção à saúde. A identificação de grupos de maior risco é fundamental para otimizar o rastreio e a prevenção da doença ativa.
A Infecção Latente por Mycobacterium Tuberculosis (ILTB) representa um reservatório significativo para o desenvolvimento da tuberculose ativa, sendo um pilar fundamental nas estratégias de controle da doença. Estima-se que cerca de um quarto da população mundial esteja infectada, e a identificação e tratamento da ILTB são cruciais para reduzir a incidência da tuberculose. O rastreio deve ser uma prática contínua e integrada em todos os níveis de atenção à saúde, desde a atenção básica até os serviços de referência secundária e terciária. O diagnóstico da ILTB requer a exclusão de doença ativa, o que geralmente envolve avaliação clínica, radiografia de tórax e, por vezes, exames microbiológicos. Os testes diagnósticos para ILTB incluem o teste tuberculínico (PPD) e os testes de liberação de interferon-gama (IGRA), que detectam a resposta imune ao bacilo. É imperativo que os profissionais de saúde tenham atenção especial às populações com maior risco de adoecimento, como imunossuprimidos (HIV/AIDS, uso de imunobiológicos), contatos domiciliares de casos de tuberculose pulmonar, diabéticos e pacientes com doença renal crônica. O tratamento da ILTB, conhecido como terapia preventiva, visa impedir a progressão da infecção latente para a doença ativa. Os regimes mais comuns incluem isoniazida por 6 ou 9 meses, ou esquemas mais curtos com rifampicina ou a combinação de isoniazida e rifapentina. A adesão ao tratamento é um desafio, e o acompanhamento em todos os níveis de atenção é essencial para garantir a completude da terapia e monitorar efeitos adversos, contribuindo efetivamente para a erradicação da tuberculose.
Os principais métodos incluem o teste tuberculínico (PPD) e os testes de liberação de interferon-gama (IGRA), ambos utilizados para identificar a resposta imune ao Mycobacterium tuberculosis.
Populações de maior risco, como imunossuprimidos, contatos de casos de TB ativa e portadores de comorbidades, têm maior probabilidade de desenvolver a doença ativa se não tratadas, justificando o rastreio prioritário.
A atenção básica é fundamental para a identificação inicial de casos suspeitos, realização de testes de rastreio, acompanhamento do tratamento da ILTB e educação em saúde, atuando como porta de entrada e coordenadora do cuidado.
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