UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2024
Quando devemos iniciar o rastreio para doença renal do diabetes no paciente com Diabetes Mellitus tipo 2?
Rastreio doença renal em DM2: iniciar NO DIAGNÓSTICO, anualmente, com albuminúria e TFG.
Para pacientes com Diabetes Mellitus tipo 2, o rastreio da doença renal diabética deve ser iniciado no momento do diagnóstico. Isso se deve ao fato de que muitos pacientes já podem ter a doença estabelecida ou em progressão silenciosa no momento da descoberta do DM2.
A doença renal do diabetes (DRD), ou nefropatia diabética, é uma das complicações microvasculares mais graves do Diabetes Mellitus (DM) e a principal causa de doença renal crônica terminal em todo o mundo. Caracteriza-se por albuminúria persistente e/ou diminuição progressiva da taxa de filtração glomerular (TFG). O diagnóstico precoce é crucial para implementar intervenções que possam retardar a progressão da doença e reduzir o risco de eventos cardiovasculares. Para pacientes com Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2), as diretrizes atuais recomendam que o rastreio da doença renal seja iniciado no momento do diagnóstico. Isso se justifica porque, ao contrário do DM tipo 1, onde a nefropatia geralmente se manifesta após alguns anos de doença, muitos indivíduos com DM2 já podem apresentar evidências de dano renal (como microalbuminúria ou redução da TFG) no momento em que o diabetes é diagnosticado, devido ao longo período assintomático da hiperglicemia. O rastreio consiste na avaliação anual da albuminúria (preferencialmente pela relação albumina/creatinina em amostra de urina aleatória) e da taxa de filtração glomerular estimada (TFG, calculada a partir da creatinina sérica). A detecção de albuminúria persistente (≥ 30 mg/g) ou uma TFG < 60 mL/min/1,73m² indica a presença de DRD. O manejo inclui controle rigoroso da glicemia e da pressão arterial, uso de inibidores da enzima conversora de angiotensina (iECA) ou bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA) e, mais recentemente, inibidores do SGLT2 e agonistas do receptor de GLP-1, que demonstraram benefícios renais e cardiovasculares.
Após o início do rastreio no diagnóstico, a avaliação da albuminúria e da taxa de filtração glomerular (TFG) deve ser realizada anualmente em todos os pacientes com DM2.
Os exames primários são a dosagem da relação albumina/creatinina em amostra de urina aleatória (para detectar albuminúria) e a estimativa da taxa de filtração glomerular (TFG) a partir da creatinina sérica.
O rastreio precoce permite a identificação da nefropatia diabética em estágios iniciais, possibilitando a implementação de medidas terapêuticas (controle glicêmico, pressão arterial, inibidores de SGLT2, iECA/BRA) que podem retardar a progressão da doença renal e prevenir complicações cardiovasculares.
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