UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2021
São exames de rastreio de síndrome demencial, EXCETO,
Rastreio demência = excluir causas reversíveis: TSH/T4, B12/folato, VDRL, neuroimagem. EEG não é rastreio.
O rastreio de síndrome demencial visa identificar causas reversíveis de declínio cognitivo ou condições que mimetizam demência. Exames como TSH/T4 livre, B12/folato, VDRL e neuroimagem são essenciais, enquanto o EEG não é um exame de rastreio primário para demência.
A síndrome demencial representa um declínio cognitivo progressivo que interfere nas atividades diárias do indivíduo. O rastreio e a investigação de um paciente com suspeita de demência são cruciais para identificar causas reversíveis ou tratáveis, que podem mimetizar a demência e, se não abordadas, levar a um declínio irreversível. Os exames de rastreio visam principalmente excluir condições que podem ser corrigidas. Isso inclui a avaliação da função tireoidiana (TSH e T4 livre) para descartar hipotireoidismo, a dosagem de vitamina B12 e ácido fólico para identificar deficiências nutricionais, e o VDRL para investigar neurossífilis. A neuroimagem, como a Tomografia Computadorizada (TC) de crânio, é essencial para identificar causas estruturais como hidrocefalia de pressão normal, tumores cerebrais ou hematomas subdurais crônicos. Por outro lado, o eletroencefalograma (EEG) não é um exame de rastreio primário para a maioria das síndromes demenciais. Embora possa ser útil em contextos específicos, como na investigação de demências rapidamente progressivas (ex: doença de Creutzfeldt-Jakob) ou para identificar atividade epiléptica subjacente, não faz parte da bateria inicial de exames para o diagnóstico diferencial de demência.
Os exames laboratoriais essenciais incluem TSH e T4 livre (para hipotireoidismo), Vitamina B12 e ácido fólico (para deficiências) e VDRL (para neurossífilis), pois são causas reversíveis ou tratáveis de declínio cognitivo.
A TC de crânio é fundamental para excluir causas estruturais de demência, como hidrocefalia de pressão normal, tumores, hematomas subdurais crônicos ou lesões vasculares que podem ser tratáveis.
Não, o EEG não é considerado um exame de rastreio rotineiro para demência. Ele pode ser útil em situações específicas, como para investigar epilepsia, doença de Creutzfeldt-Jakob ou outras condições que cursam com alterações eletroencefalográficas.
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