Rastreio Câncer Colorretal: Guia Completo para Residentes

HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2020

Enunciado

A neoplasia de cólon e reto é um dos tipos de câncer mais comuns na população brasileira, tanto para o sexo feminino quanto masculino. No entanto, o conhecimento da sua história natural nos leva a crer que se trata de uma patologia prevenivel. Assinale a alternativa correta sobre seu rastreio.

Alternativas

  1. A) Pacientes que apresentam familiar de primeiro grau com histórico de neoplasia, devem realizar a pesquisa de sangue oculto nas fezes 10 anos antes do caso índice.
  2. B) O sangue oculto nas fezes é o exame recomendado no Brasil para rastreio do câncer de cólon por ser muito específico, apesar de pouco sensível.
  3. C) A colonoscopia endoscópica deve ser indicada para toda a população a partir dos 50 anos de idade, e repetida a cada 10 anos se não forem detectadas lesões.
  4. D) A colonoscopia por tomografia pode ser utilizada como método de rastreio e detecta pólipos a partir de 0,5 cm. Quando normal deve ser repetida a cada 10 anos.
  5. E) Sangue oculto nas fezes, colonoscopia endoscópica ou virtual fazem parte das opções de rastreio e apresentam sensibilidade equivalente.

Pérola Clínica

Rastreio câncer colorretal: Colonoscopia a partir dos 50 anos, repetida a cada 10 anos se normal.

Resumo-Chave

O rastreio do câncer colorretal é fundamental para a detecção precoce de lesões pré-malignas (pólipos) ou câncer em estágio inicial, melhorando significativamente o prognóstico. A colonoscopia endoscópica é o método padrão-ouro, recomendada para a população de risco médio a partir dos 50 anos, com repetição a cada 10 anos se não houver achados significativos.

Contexto Educacional

O câncer colorretal (CCR) é uma das neoplasias mais comuns e com alta mortalidade, mas é amplamente prevenível e curável quando detectado precocemente. Sua história natural, que geralmente envolve a progressão de pólipos adenomatosos para carcinoma invasivo ao longo de anos, oferece uma janela de oportunidade para o rastreio e intervenção. O rastreio do CCR visa identificar lesões pré-malignas (pólipos) ou câncer em estágios iniciais, antes do surgimento de sintomas. As diretrizes atuais recomendam o início do rastreio para a população de risco médio a partir dos 50 anos de idade, embora algumas sociedades médicas já considerem iniciar aos 45 anos. Métodos de rastreio incluem a pesquisa de sangue oculto nas fezes (PSOF), a colonoscopia virtual (colonografia por TC) e a colonoscopia endoscópica. A colonoscopia endoscópica é considerada o método padrão-ouro devido à sua capacidade de visualizar diretamente a mucosa, remover pólipos (polipectomia) e realizar biópsias. Se a colonoscopia for normal, a repetição é geralmente indicada a cada 10 anos. A PSOF, embora menos invasiva, tem menor sensibilidade e especificidade, necessitando de colonoscopia em caso de resultado positivo. A colonoscopia virtual é uma alternativa para quem não pode ou não quer fazer a colonoscopia tradicional, mas exige colonoscopia convencional se houver achados suspeitos.

Perguntas Frequentes

Qual a idade recomendada para iniciar o rastreio do câncer colorretal na população de risco médio?

Para a população de risco médio, o rastreio do câncer colorretal é geralmente recomendado a partir dos 50 anos de idade, embora algumas diretrizes recentes considerem iniciar aos 45 anos.

Por que a colonoscopia é considerada o método padrão-ouro para o rastreio do câncer colorretal?

A colonoscopia permite a visualização direta de todo o cólon e reto, a detecção e remoção de pólipos (lesões pré-malignas) durante o mesmo procedimento, e a biópsia de lesões suspeitas, o que a torna altamente eficaz na prevenção e detecção precoce.

Qual a periodicidade recomendada para a colonoscopia de rastreio em indivíduos sem achados?

Se a colonoscopia for normal e o paciente for de risco médio, a repetição é geralmente recomendada a cada 10 anos. No entanto, a periodicidade pode ser menor em casos de achados como pólipos ou histórico familiar.

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