Rastreio Câncer Colo Útero: Diretrizes e Idade de Início

ENARE/ENAMED — Prova 2021

Enunciado

Sobre o rastreio do câncer de colo de útero, assinale a alternativa que condiz com as diretrizes atuais.

Alternativas

  1. A) A captura híbrida apresenta índices superiores em relação à citologia.
  2. B) É um exame com alto valor preditivo negativo.
  3. C) Podem ser excluídas do rastreamento pacientes histerectomizadas.
  4. D) É recomendado a partir de 25 anos para mulheres com atividade sexual.
  5. E) Com a introdução das vacinas, o rastreio tende a diminuir.

Pérola Clínica

Rastreio Câncer Colo Útero → iniciar aos 25 anos em mulheres com atividade sexual, com citologia oncótica.

Resumo-Chave

As diretrizes atuais para o rastreamento do câncer de colo de útero no Brasil recomendam o início da citologia oncótica (Papanicolau) a partir dos 25 anos para mulheres que já iniciaram atividade sexual, com periodicidade de 3 em 3 anos após dois exames anuais consecutivos negativos.

Contexto Educacional

O rastreamento do câncer de colo de útero é uma estratégia de saúde pública fundamental para a detecção precoce de lesões precursoras e do câncer invasivo, permitindo o tratamento oportuno e a redução da mortalidade. A principal ferramenta de rastreamento é a citologia oncótica, conhecida como Papanicolau, que busca alterações celulares sugestivas de infecção por HPV e suas consequências. As diretrizes brasileiras, estabelecidas pelo Ministério da Saúde, recomendam que o rastreamento seja iniciado aos 25 anos de idade para mulheres que já tiveram atividade sexual. A periodicidade inicial é anual, e após dois exames consecutivos negativos, o intervalo pode ser estendido para três anos. O rastreamento geralmente se estende até os 64 anos, podendo ser interrompido se a mulher tiver dois exames negativos nos últimos cinco anos. É importante ressaltar que a captura híbrida (teste de HPV) é um método de rastreamento primário em alguns países, mas no Brasil ainda é utilizada principalmente para triagem de casos específicos ou seguimento de lesões. Pacientes histerectomizadas por condições benignas e sem histórico de lesões de alto grau geralmente não necessitam de rastreamento. A vacinação contra o HPV é uma medida de prevenção primária e, embora reduza a incidência de infecções e lesões, não elimina a necessidade do rastreamento citológico, pois não cobre todos os tipos de HPV oncogênicos e não protege contra infecções preexistentes. A compreensão dessas diretrizes é crucial para a prática clínica e a saúde pública.

Perguntas Frequentes

Quando deve começar o rastreamento do câncer de colo de útero?

No Brasil, as diretrizes recomendam o início do rastreamento com citologia oncótica (Papanicolau) a partir dos 25 anos para mulheres que já iniciaram atividade sexual.

Qual a periodicidade do exame de Papanicolau?

Após dois exames anuais consecutivos negativos, a periodicidade recomendada passa a ser a cada três anos.

Pacientes histerectomizadas precisam continuar o rastreamento?

Pacientes histerectomizadas por lesões benignas e sem histórico de lesões de alto grau ou câncer de colo de útero podem ser excluídas do rastreamento. No entanto, se a histerectomia foi por lesão precursora ou câncer, o rastreamento do fundo vaginal pode ser indicado.

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