Rastreio Câncer de Colo do Útero: Diretrizes INCA

UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2015

Enunciado

Sobre o rastreio do câncer de colo do útero, qual das alternativas abaixo é CORRETA, de acordo com orientações do Ministério da Saúde e Instituto Nacional do Câncer (INCA)?

Alternativas

  1. A) A presença de lesão epitelial de baixo grau (L-sil) indica necessidade imediata de colposcopia.
  2. B) A presença de lesão epitelial de alto grau (H-sil) sempre é indicativo de estudo posterior em 6 meses com colposcopia e, geralmente evoluindo para conização.
  3. C) O resultado de colpocitologia, mostrando metaplasia imatura, e/ou alterações inflamatórias, são condizentes com colpocitologia dentro dos limites de normalidade.
  4. D) A presença de atipia de células escamosas de significado indeterminado (as-cus) indica necessidade de biópisia do colo do útero e encaminhamento a centro de referência para tratamento oncológico.
  5. E) O rastreio é efetivo e deve ser realizado em todas as mulheres após o início da atividade sexual independente da idade.

Pérola Clínica

Rastreio CA colo útero: Metaplasia imatura e alterações inflamatórias no Papanicolau são achados normais, não indicam colposcopia imediata.

Resumo-Chave

O rastreio do câncer de colo do útero, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde e INCA, visa identificar lesões precursoras. Achados como metaplasia imatura e alterações inflamatórias são considerados dentro dos limites da normalidade citológica e não requerem conduta imediata além do seguimento de rotina, ao contrário de lesões de alto grau.

Contexto Educacional

O rastreio do câncer de colo do útero, realizado principalmente através da colpocitologia oncótica (Papanicolau), é uma das estratégias de saúde pública mais eficazes na prevenção e detecção precoce de lesões precursoras e do câncer invasivo. As diretrizes do Ministério da Saúde e do INCA são fundamentais para padronizar a conduta e otimizar os recursos, sendo um tema de grande relevância para a prática clínica e provas de residência. A interpretação correta dos resultados do Papanicolau é crucial. Achados como metaplasia imatura (processo fisiológico de substituição celular) e alterações inflamatórias (comuns e geralmente benignas) são considerados dentro dos limites da normalidade citológica e não demandam condutas adicionais imediatas, como colposcopia, mas sim o seguimento de rotina. Isso evita sobrecarga desnecessária aos serviços de saúde e ansiedade para as pacientes. Em contraste, lesões como L-SIL (lesão intraepitelial de baixo grau) e H-SIL (lesão intraepitelial de alto grau) requerem investigação e manejo específicos. L-SIL geralmente indica seguimento, enquanto H-SIL sempre demanda colposcopia e biópsia, podendo evoluir para conização. O rastreio não é universal para todas as mulheres após o início da atividade sexual, mas sim em faixas etárias específicas e com periodicidade definida, visando a máxima efetividade e custo-benefício.

Perguntas Frequentes

Quando o rastreio do câncer de colo do útero deve ser iniciado e com que frequência?

O rastreio deve ser iniciado aos 25 anos em mulheres que já tiveram atividade sexual. Após dois exames anuais negativos, a frequência passa a ser trienal, até os 64 anos.

Qual a conduta para um resultado de L-SIL no Papanicolau?

Para L-SIL, a conduta geralmente é repetir o exame em 6 meses. Se persistir L-SIL ou evoluir para H-SIL, a colposcopia é indicada. Em mulheres acima de 30 anos, pode-se considerar a pesquisa de HPV.

O que significa ASC-US e qual a conduta recomendada?

ASC-US (atipia de células escamosas de significado indeterminado) significa que há alterações celulares que não são claramente benignas nem malignas. A conduta pode ser repetir o Papanicolau em 6 ou 12 meses, ou realizar a pesquisa de HPV de alto risco, dependendo da idade da paciente.

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