UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2018
Estimam-se 970 casos novos para câncer de colo do útero no estado do Maranhão, superando inclusive o câncer de mama, segundo dados do INCA. De acordo com as novas diretrizes para rastreio do câncer de colo do útero, qual alternativa correta?
Rastreio câncer colo: Início aos 25 anos (após sexarca), Papanicolau, término aos 64 anos.
As diretrizes brasileiras para rastreio do câncer de colo do útero recomendam o início da colpocitologia (Papanicolau) aos 25 anos de idade para mulheres que já iniciaram atividade sexual, e o término aos 64 anos, com exames a cada 3 anos após dois resultados negativos anuais.
O câncer de colo do útero é uma neoplasia prevenível e curável quando diagnosticada precocemente. O rastreamento é realizado principalmente pela colpocitologia oncótica (exame de Papanicolau), que busca identificar lesões precursoras antes que se tornem invasivas. As diretrizes brasileiras, atualizadas periodicamente pelo Ministério da Saúde e INCA, são fundamentais para otimizar o rastreio e evitar intervenções desnecessárias. Atualmente, o rastreio é recomendado para mulheres que já iniciaram atividade sexual, com idade entre 25 e 64 anos. A frequência ideal, após dois exames anuais consecutivos negativos, passa a ser a cada três anos. É importante ressaltar que o rastreio não é indicado para mulheres virgens ou para aquelas que nunca tiveram atividade sexual, pois o risco de câncer de colo do útero é extremamente baixo nesses grupos. A interpretação dos resultados da colpocitologia guia a conduta. Lesões de baixo grau (LSIL) ou células escamosas atípicas de significado indeterminado (ASC-US) requerem acompanhamento ou testes adicionais (como HPV-DNA), enquanto lesões de alto grau (HSIL) ou câncer invasivo demandam investigação imediata (colposcopia e biópsia) e tratamento. A vacinação contra o HPV é uma medida primária de prevenção que complementa o rastreio.
As diretrizes brasileiras recomendam iniciar o rastreio aos 25 anos de idade para mulheres que já tiveram atividade sexual e finalizá-lo aos 64 anos, desde que tenham dois exames negativos consecutivos nos últimos cinco anos.
Após dois exames anuais consecutivos negativos, a frequência recomendada é a cada três anos. Em casos de resultados alterados, a frequência e a conduta são definidas conforme a lesão encontrada.
Para mulheres com ASC-US, a conduta pode variar. Em mulheres acima de 30 anos, a repetição da colpocitologia em 6 meses ou a realização de teste de HPV-DNA são opções. Em mulheres mais jovens, a repetição em 12 meses é mais comum, pois a maioria regride espontaneamente.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo