Câncer de Colo do Útero: Diretrizes de Rastreio e Papanicolau

UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2018

Enunciado

Estimam-se 970 casos novos para câncer de colo do útero no estado do Maranhão, superando inclusive o câncer de mama, segundo dados do INCA. De acordo com as novas diretrizes para rastreio do câncer de colo do útero, qual alternativa correta?

Alternativas

  1. A) O rastreio é efetivo e deve ser realizado com colpocitologia em todas as mulheres, após início da atividade sexual, independentemente da idade.
  2. B) O rastreio é efetivo e deve ser realizado com colpocitologia em todas as mulheres, após os 25 anos de idade, que já tiveram atividade sexual.
  3. C) Presença de lesão intraepitelial de alto grau orienta repetição de nova colpocitologia em 3 meses e captura híbrida para HPV-DNA.
  4. D) Presença de células escamosas atípicas de significado indeterminado (ASC-US) indica necessidade de biópsia do colo do útero e encaminhamento a centro de referência.
  5. E) Resultado de colpocitologia mostrando metaplasia imatura e / ou alterações inflamatórias são condizentes com colpocitologia insatisfatória, necessitando de nova coleta.

Pérola Clínica

Rastreio câncer colo: Início aos 25 anos (após sexarca), Papanicolau, término aos 64 anos.

Resumo-Chave

As diretrizes brasileiras para rastreio do câncer de colo do útero recomendam o início da colpocitologia (Papanicolau) aos 25 anos de idade para mulheres que já iniciaram atividade sexual, e o término aos 64 anos, com exames a cada 3 anos após dois resultados negativos anuais.

Contexto Educacional

O câncer de colo do útero é uma neoplasia prevenível e curável quando diagnosticada precocemente. O rastreamento é realizado principalmente pela colpocitologia oncótica (exame de Papanicolau), que busca identificar lesões precursoras antes que se tornem invasivas. As diretrizes brasileiras, atualizadas periodicamente pelo Ministério da Saúde e INCA, são fundamentais para otimizar o rastreio e evitar intervenções desnecessárias. Atualmente, o rastreio é recomendado para mulheres que já iniciaram atividade sexual, com idade entre 25 e 64 anos. A frequência ideal, após dois exames anuais consecutivos negativos, passa a ser a cada três anos. É importante ressaltar que o rastreio não é indicado para mulheres virgens ou para aquelas que nunca tiveram atividade sexual, pois o risco de câncer de colo do útero é extremamente baixo nesses grupos. A interpretação dos resultados da colpocitologia guia a conduta. Lesões de baixo grau (LSIL) ou células escamosas atípicas de significado indeterminado (ASC-US) requerem acompanhamento ou testes adicionais (como HPV-DNA), enquanto lesões de alto grau (HSIL) ou câncer invasivo demandam investigação imediata (colposcopia e biópsia) e tratamento. A vacinação contra o HPV é uma medida primária de prevenção que complementa o rastreio.

Perguntas Frequentes

Qual a idade recomendada para iniciar e finalizar o rastreio do câncer de colo do útero no Brasil?

As diretrizes brasileiras recomendam iniciar o rastreio aos 25 anos de idade para mulheres que já tiveram atividade sexual e finalizá-lo aos 64 anos, desde que tenham dois exames negativos consecutivos nos últimos cinco anos.

Qual a frequência ideal para a realização da colpocitologia oncótica (Papanicolau)?

Após dois exames anuais consecutivos negativos, a frequência recomendada é a cada três anos. Em casos de resultados alterados, a frequência e a conduta são definidas conforme a lesão encontrada.

Qual a conduta para um resultado de ASC-US na colpocitologia?

Para mulheres com ASC-US, a conduta pode variar. Em mulheres acima de 30 anos, a repetição da colpocitologia em 6 meses ou a realização de teste de HPV-DNA são opções. Em mulheres mais jovens, a repetição em 12 meses é mais comum, pois a maioria regride espontaneamente.

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