UnB/HUB - Hospital Universitário de Brasília (DF) — Prova 2017
Em um dia normal de trabalho, médicos de família e comunidade atendem a muitos casos diferentes. Certa manhã, determinado médico atendeu a quinze pacientes, entre os quais se encontravam os seguintes: (1) uma criança de cinco anos de idade com suspeita de abuso sexual, trazida pela mãe; (2) um idoso de sessenta e seis anos de idade, tabagista, com diabetes melito (DM) e hipertensão arterial sistêmica (HAS); (3) uma mulher de vinte e três anos de idade, estudante universitária, que não tomava banho havia uma semana; (4) um bebê de uma semana de vida (5) e sua mãe, puérpera, para consulta normal; (6) um adolescente de dezessete anos de idade, com rolha de cera; (7) uma idosa de setenta e um anos de idade, com diabetes melito (DM) e obesa com úlcera no membro inferior esquerdo, (8) e sua filha, e cuidadora, de quarenta e nove anos de idade, que não dormia regularmente havia um mês. Considerando esses casos clínicos, julgue o item a seguir. De acordo com as orientações de rastreamento populacional de saúde pública brasileira, a paciente 1 deve ser submetida, em outro momento, ao rastreamento de ambliopia, estrabismo e acuidade visual.
Rastreamento visual (ambliopia, estrabismo, acuidade) é recomendado para crianças em saúde pública.
A questão aborda a importância do rastreamento de saúde em crianças, especificamente para condições visuais. O rastreamento de ambliopia, estrabismo e acuidade visual é uma diretriz de saúde pública para detecção precoce e intervenção, visando prevenir deficiências visuais permanentes.
O rastreamento populacional em saúde pública é uma estratégia fundamental para a detecção precoce de doenças e condições que, se não tratadas, podem impactar significativamente a qualidade de vida da população. Na pediatria, o rastreamento visual é de suma importância, pois a visão se desenvolve nos primeiros anos de vida, e problemas não identificados podem levar a sequelas irreversíveis. A ambliopia, o estrabismo e a baixa acuidade visual são condições que devem ser ativamente rastreadas em crianças. A ambliopia, conhecida como "olho preguiçoso", é uma redução da visão em um olho que não é corrigível com óculos e resulta da falta de uso do olho durante o período crítico de desenvolvimento visual. O estrabismo, por sua vez, é o desalinhamento dos olhos, que pode levar à ambliopia. As diretrizes de saúde pública brasileira, frequentemente detalhadas na Caderneta de Saúde da Criança, recomendam exames de triagem visual em diferentes idades, desde o teste do olhinho no nascimento até avaliações da acuidade visual em idades pré-escolar e escolar. O médico de família e comunidade desempenha um papel crucial nesse processo, identificando riscos e encaminhando para avaliação especializada quando necessário, garantindo a prevenção de deficiências visuais permanentes.
As principais condições visuais rastreadas em crianças incluem ambliopia (olho preguiçoso), estrabismo (desalinhamento ocular) e alterações da acuidade visual, que podem indicar erros refrativos ou outras patologias.
O rastreamento visual é crucial na infância para a detecção precoce de problemas que, se não corrigidos a tempo, podem levar a deficiências visuais permanentes, como a ambliopia, que é mais difícil de tratar após os 7-8 anos de idade.
O médico de família e comunidade, pediatra e enfermeiro, seguindo as diretrizes da Caderneta de Saúde da Criança, são responsáveis por realizar a triagem visual e encaminhar para avaliação oftalmológica quando necessário.
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