Rastreamento de Trombofilias: Recomendações ACOG

IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2020

Enunciado

Considerando a alta incidência de trombofilia na população e a baixa prevalência de tromboembolismo venoso (TEV), o American College of Obstetricians e Gynecologists recomenda rastreamento para trombofilias:

Alternativas

  1. A)  História pessoal de TEV associado com fraturas, cirurgia, ou imobilização recorrente.
  2. B)  Parente de primeiro grau com tromboembolismo venoso antes dos 50 anos na ausência de outros fatores de risco.
  3. C)  Mulheres que tiverem perda fetal recorrente ou descolamento de placenta.
  4. D)  Mulheres com história de restrição de crescimento fetal ou pré eclâmpsia.

Pérola Clínica

Rastreamento de trombofilia hereditária → indicado se TEV em parente 1º grau < 50 anos sem fator de risco.

Resumo-Chave

O American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG) não recomenda rastreamento universal para trombofilias. As indicações são específicas, como história pessoal de tromboembolismo venoso (TEV) não provocado ou associado a estrogênio, ou história familiar de TEV em parente de primeiro grau antes dos 50 anos sem outros fatores de risco.

Contexto Educacional

As trombofilias são condições que predispõem à trombose, podendo ser hereditárias ou adquiridas. Embora a incidência de trombofilia na população seja relativamente alta, a prevalência de tromboembolismo venoso (TEV) é baixa, especialmente em gestantes sem fatores de risco adicionais. O American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG) estabelece diretrizes claras para o rastreamento de trombofilias, visando otimizar a conduta clínica e evitar exames desnecessários. O rastreamento para trombofilias não é recomendado de forma universal. As indicações são restritas a cenários de alto risco, como história pessoal de TEV não provocado ou associado a estrogênio, ou história familiar de TEV em parente de primeiro grau antes dos 50 anos na ausência de outros fatores de risco. Outras situações, como perda fetal recorrente ou restrição de crescimento fetal, não justificam o rastreamento rotineiro de trombofilias hereditárias, a menos que haja outras comorbidades ou fatores de risco associados. A compreensão das indicações de rastreamento é fundamental para o residente, pois permite uma abordagem baseada em evidências, evitando custos desnecessários, ansiedade para a paciente e potenciais intervenções sem benefício comprovado. O manejo de pacientes com trombofilia diagnosticada, especialmente durante a gravidez, envolve avaliação individualizada do risco-benefício da tromboprofilaxia, geralmente com heparina de baixo peso molecular.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais trombofilias hereditárias?

As principais trombofilias hereditárias incluem a mutação do Fator V Leiden, a mutação da protrombina G20210A, e as deficiências de antitrombina, proteína C e proteína S, que aumentam o risco de eventos trombóticos.

Quando o ACOG recomenda o rastreamento para trombofilias?

O ACOG recomenda o rastreamento em situações específicas, como história pessoal de tromboembolismo venoso (TEV) não provocado ou associado a estrogênio, ou história familiar de TEV em parente de primeiro grau antes dos 50 anos sem outros fatores de risco.

O rastreamento de trombofilias é indicado para perda fetal recorrente?

O rastreamento de trombofilias hereditárias não é rotineiramente recomendado para perda fetal recorrente isolada, a menos que haja outras indicações clínicas, pois a associação causal não é bem estabelecida para todas as trombofilias e o benefício da anticoagulação não é claro.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo