HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2020
O teste triplo ultrassonográfico para rastreamento de trissomias no pré-natal, avalia a translucência nucal fetal e mais dois parâmetros, que são:
Rastreamento de trissomias no 1º trimestre = TN + osso nasal + Doppler do ducto venoso.
O rastreamento ultrassonográfico de trissomias no primeiro trimestre, conhecido como "teste triplo" ou "rastreamento combinado", avalia a translucência nucal (TN) e a presença do osso nasal. A adição do Doppler do ducto venoso aumenta a sensibilidade e especificidade para detecção de aneuploidias, como a Síndrome de Down.
O rastreamento de trissomias no pré-natal é uma etapa fundamental para identificar gestações com risco aumentado para aneuploidias, como a Síndrome de Down (Trissomia do 21), Síndrome de Edwards (Trissomia do 18) e Síndrome de Patau (Trissomia do 13). O "teste triplo" ultrassonográfico, realizado no primeiro trimestre da gestação (entre 11 e 14 semanas), é uma ferramenta poderosa que combina múltiplos marcadores para aumentar a acurácia do rastreamento. Os três parâmetros ultrassonográficos avaliados neste rastreamento são a translucência nucal (TN), a presença do osso nasal e o padrão de fluxo no ducto venoso. A translucência nucal, que mede o acúmulo de fluido na região da nuca fetal, é o marcador mais conhecido; valores aumentados são um forte indicador de risco. A ausência ou hipoplasia do osso nasal é outro marcador importante, frequentemente associado à Síndrome de Down. O Doppler do ducto venoso, que avalia o fluxo sanguíneo através de um vaso fetal que conecta a veia umbilical à veia cava inferior, adiciona um refinamento significativo ao rastreamento. Um padrão de fluxo anormal, como a onda "a" reversa ou ausente, é um preditor independente de aneuploidias e cardiopatias. A combinação desses marcadores ultrassonográficos com marcadores bioquímicos maternos (PAPP-A e beta-hCG livre) forma o rastreamento combinado do primeiro trimestre, oferecendo a melhor taxa de detecção não invasiva para trissomias.
A translucência nucal é um acúmulo de fluido na nuca do feto, medido entre 11 e 14 semanas de gestação. Um aumento na TN está associado a um risco elevado de trissomias (como Síndrome de Down), cardiopatias congênitas e outras anomalias.
A ausência ou hipoplasia do osso nasal e um fluxo reverso ou ausente na onda "a" do Doppler do ducto venoso são marcadores adicionais que aumentam significativamente a sensibilidade do rastreamento para trissomias, especialmente a Síndrome de Down.
Além dos marcadores ultrassonográficos (TN, osso nasal, ducto venoso), o rastreamento combinado inclui marcadores bioquímicos maternos, como a fração beta do hCG livre e a PAPP-A (proteína plasmática associada à gravidez A), que são dosados no soro materno.
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