INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Ao ser avaliado em consulta de puericultura, lactente apresenta alterações dos marcos de desenvolvimento em relação à comunicação, comportamento e socialização. Nesse caso, o médico deve fazer triagem específica para transtorno do espectro autista (TEA)
Alterações desenvolvimento infantil → Triagem TEA = 9, 18 e 30 meses (M-CHAT-R/F) em puericultura.
A triagem para Transtorno do Espectro Autista (TEA) é recomendada rotineiramente na puericultura aos 9, 18 e 30 meses de idade, utilizando ferramentas como o M-CHAT-R/F; essa triagem deve ser realizada independentemente da presença de comorbidades.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um distúrbio do neurodesenvolvimento caracterizado por déficits persistentes na comunicação social e interação social, além de padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. O diagnóstico precoce é fundamental para a intervenção terapêutica oportuna, que pode melhorar significativamente o prognóstico e a qualidade de vida da criança. A puericultura desempenha um papel crucial na identificação precoce de sinais de alerta para TEA. As diretrizes atuais recomendam a triagem universal em idades específicas, mesmo na ausência de queixas dos pais ou sinais evidentes. Essa abordagem proativa visa identificar crianças em risco que poderiam passar despercebidas, permitindo o encaminhamento para avaliação diagnóstica especializada e início de intervenções. A ferramenta M-CHAT-R/F é amplamente utilizada e validada para o rastreamento de TEA em crianças pequenas. É um questionário preenchido pelos pais que avalia comportamentos relacionados ao TEA. Um resultado positivo no M-CHAT-R/F não é diagnóstico de TEA, mas indica a necessidade de uma avaliação mais aprofundada por uma equipe multidisciplinar.
A triagem universal para Transtorno do Espectro Autista (TEA) é recomendada aos 9, 18 e 30 meses de idade.
A ferramenta mais comum e validada para a triagem de TEA em lactentes é o M-CHAT-R/F (Modified Checklist for Autism in Toddlers, Revised, with Follow-up).
Sim, a triagem é universal e deve ser realizada em todas as crianças nas idades recomendadas, independentemente da presença de sinais de alerta ou comorbidades.
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