Rastreamento de Parto Prematuro: Método e Idade Gestacional

UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2022

Enunciado

Uma das principais complicações da gestação é o trabalho de parto prematuro. Hoje dispomos de um método de rastreamento dessa ocorrência, recomendado pela Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia. Assinale a alternativa que contém o método e a idade gestacional para a sua realização com esse objetivo.

Alternativas

  1. A) Ultrassonografia transvaginal entre 18 e 24 semanas de gestação.
  2. B) Ultrassonografia obstétrica supra-púbica com bexiga cheia entre 18 e 24 semanas de gestação.
  3. C) Dosagem de fibronectina fetal entre 11 e 13 semanas de gestação.
  4. D) Ultrassonografia transvaginal entre 12 e 15 semanas de gestação.
  5. E) Pesquisa de fator de crescimento placentário no sangue materno entre 11 semanas e 3 dias e 13 semanas e 6 dias.

Pérola Clínica

Rastreamento TPP: USG transvaginal para comprimento cervical entre 18-24 semanas.

Resumo-Chave

O rastreamento do trabalho de parto prematuro (TPP) é realizado principalmente pela medida do comprimento cervical via ultrassonografia transvaginal. A FIGO recomenda essa avaliação entre 18 e 24 semanas de gestação, sendo um método eficaz para identificar gestantes com maior risco de parto prematuro.

Contexto Educacional

O trabalho de parto prematuro (TPP), definido como o parto antes de 37 semanas de gestação, é a principal causa de morbimortalidade neonatal em todo o mundo. A identificação precoce de gestantes com risco aumentado é crucial para a implementação de medidas preventivas eficazes. O rastreamento do TPP tem evoluído, e atualmente, a medida do comprimento cervical por ultrassonografia transvaginal é o método mais recomendado. A Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO) preconiza a realização da ultrassonografia transvaginal para avaliação do comprimento cervical entre 18 e 24 semanas de gestação. Um colo uterino curto (< 25 mm) nessa fase é um forte preditor de parto prematuro. Essa avaliação permite estratificar o risco e oferecer intervenções como o uso de progesterona vaginal, que demonstrou reduzir significativamente a incidência de TPP em gestantes de risco. Outros métodos, como a dosagem de fibronectina fetal, podem ser utilizados em situações específicas, mas não são o método de rastreamento primário. A correta aplicação do rastreamento e a implementação de estratégias preventivas são pilares fundamentais no manejo da gestação de alto risco, visando melhorar os desfechos maternos e neonatais.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da medida do comprimento cervical no rastreamento do parto prematuro?

A medida do comprimento cervical por ultrassonografia transvaginal é o método mais eficaz para identificar gestantes com colo curto, um importante fator de risco para o trabalho de parto prematuro, permitindo intervenções preventivas.

Em qual idade gestacional a FIGO recomenda o rastreamento do comprimento cervical?

A Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO) recomenda a realização da ultrassonografia transvaginal para medir o comprimento cervical entre 18 e 24 semanas de gestação.

Quais intervenções podem ser consideradas em gestantes com colo curto identificado no rastreamento?

Em gestantes com colo curto, intervenções como o uso de progesterona vaginal e, em casos selecionados, a cerclagem cervical, podem ser consideradas para reduzir o risco de parto prematuro.

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