Rastreamento Tireoidiano em Mulheres: Quem e Quando Testar

AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2020

Enunciado

Pode haver um aumento de peso natural da mulher a partir dos 30 anos e isso se deve ao envelhecimento normal. O ganho de peso é um dos sintomas relacionados à disfunção da tireoide e a frequência dessa disfunção aumenta com a idade da mulher. Mesmo com as grandes diferenças na recomendação das sociedades científicas em relação ao rastreamento laboratorial da função tireoideana é correto afirmar que: I. Uma mulher com sobrepeso deve ser testada independente da idade. II. Uma mulher com 35 anos mesmo sem sinais de risco deveria ter sido testada pelo menos 3 vezes. III. Rastrear uma mulher sem atividade sexual para problemas de tireoide pela primeira vez aos 45 anos mesmo que tenha sido sempre assintomática e sem fatores de risco é demasiado tardio. IV. As mulheres com Síndrome de Down devem ser testadas com maior frequência por apresentarem risco maior de desenvolver disfunção tireoidiana. V. O período pós parto está entre os períodos de maior risco na vida da mulher para desenvolver disfunção tireoidiana e o rastreio deve ser sempre feito.

Alternativas

  1. A)  I e II estão corretas apenas.
  2. B)  I e III estão corretas apenas.
  3. C)  I e IV estão corretas apenas.
  4. D)  I, III e IV estão corretas apenas.
  5. E)  I, IV e V estão corretas apenas.

Pérola Clínica

Rastreamento de disfunção tireoidiana: essencial em sobrepeso e Síndrome de Down, e no pós-parto.

Resumo-Chave

O rastreamento da função tireoidiana é crucial em mulheres com sobrepeso, independentemente da idade, e em pacientes com Síndrome de Down, devido ao risco aumentado. O período pós-parto também representa um alto risco para disfunções tireoidianas, justificando o rastreamento.

Contexto Educacional

A disfunção tireoidiana, especialmente o hipotireoidismo, é uma condição comum que afeta significativamente a saúde da mulher, com sua frequência aumentando com a idade. O ganho de peso é um dos sintomas associados, tornando o rastreamento laboratorial da função tireoidiana uma prática importante, embora as recomendações das sociedades científicas possam variar. É correto afirmar que uma mulher com sobrepeso deve ser testada independentemente da idade, pois a disfunção tireoidiana pode ser uma causa ou um fator contribuinte para o ganho de peso e dificuldades metabólicas. Além disso, mulheres com Síndrome de Down apresentam um risco significativamente maior de desenvolver disfunção tireoidiana, necessitando de rastreamento mais frequente e precoce. O período pós-parto também é reconhecido como um momento de maior risco para o desenvolvimento de tireoidite pós-parto, que pode levar a disfunções transitórias ou permanentes da tireoide, justificando o rastreamento. A afirmação de que uma mulher de 35 anos sem sinais de risco deveria ter sido testada três vezes não é uma recomendação padrão, e rastrear uma mulher assintomática pela primeira vez aos 45 anos não é necessariamente "demasiado tardio" se não houver outros fatores de risco.

Perguntas Frequentes

Quais são as indicações para o rastreamento da função tireoidiana em mulheres?

O rastreamento é indicado em mulheres com sobrepeso, aquelas com Síndrome de Down, e durante o período pós-parto, devido ao maior risco de desenvolver disfunções tireoidianas.

Por que mulheres com Síndrome de Down devem ser testadas com maior frequência para disfunção tireoidiana?

Pacientes com Síndrome de Down apresentam uma prevalência significativamente maior de doenças autoimunes da tireoide, como hipotireoidismo, justificando o rastreamento mais frequente e precoce.

O período pós-parto é um fator de risco para disfunção tireoidiana?

Sim, o período pós-parto é um dos momentos de maior risco para o desenvolvimento de tireoidite pós-parto, que pode cursar com hipotireoidismo ou hipertireoidismo transitório, sendo o rastreio recomendado.

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