FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2023
Outubro é o mês eleito para o combate a sífilis congênita. Em 2021 foram notificados 355 casos, em 2020 foram 370 e em 2019 foram 330 casos em todo o estado da Paraíba. A diferença do número de casos pode ter sido decorrente da falta do diagnóstico precoce e tratamento secundários à pandemia pela covid-19. O controle e redução desses números está diretamente relacionado à aplicação das diretrizes para o controle da sífilis congênita traduzido pelos exames abaixo:
VDRL/RPR (não treponêmicos) = rastreamento e seguimento; FTA-Abs (treponêmico) = diagnóstico confirmatório, não seguimento.
Para o rastreamento e seguimento da sífilis em gestantes e da sífilis adquirida, os testes não treponêmicos como VDRL e RPR são os mais indicados. Eles refletem a atividade da doença e seus títulos diminuem com o tratamento eficaz.
A sífilis congênita é um grave problema de saúde pública, diretamente relacionado à falha no diagnóstico e tratamento da sífilis na gestante. O rastreamento sorológico adequado durante o pré-natal é a principal estratégia para sua prevenção. A compreensão dos diferentes tipos de testes sorológicos é fundamental para o manejo correto. Os testes para sífilis são divididos em não treponêmicos e treponêmicos. Os testes não treponêmicos (VDRL e RPR) detectam anticorpos anticardiolipina e são utilizados para triagem, diagnóstico de infecção ativa e, crucialmente, para monitorar a resposta ao tratamento, pois seus títulos diminuem com a cura. Já os testes treponêmicos (FTA-Abs, TP-PA, ELISA treponêmico) detectam anticorpos específicos contra o Treponema pallidum e são empregados para confirmar o diagnóstico, especialmente em casos de VDRL reagente ou em situações de dúvida. É vital lembrar que os testes treponêmicos permanecem reagentes por toda a vida, mesmo após o tratamento eficaz, não sendo, portanto, úteis para o seguimento. O manejo adequado da sífilis na gestação e o acompanhamento dos títulos de VDRL são pilares para o controle da sífilis congênita e para garantir a saúde materno-infantil.
Para o rastreamento da sífilis em gestantes, são utilizados testes não treponêmicos como o VDRL (Venereal Disease Research Laboratory) e o RPR (Rapid Plasma Reagin).
O VDRL é crucial para o seguimento porque seus títulos quantitativos refletem a atividade da doença. Uma queda de pelo menos duas diluições (ex: 1:32 para 1:8) após o tratamento indica resposta terapêutica adequada.
Testes não treponêmicos (VDRL, RPR) detectam anticorpos contra lipídios liberados por células danificadas e pelo Treponema pallidum, sendo úteis para rastreamento e seguimento. Testes treponêmicos (FTA-Abs, TP-PA) detectam anticorpos específicos contra o Treponema pallidum, sendo usados para confirmação diagnóstica, mas não para seguimento.
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