PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2021
Observe o fluxograma a seguir. O fluxograma 1 apresenta uma estratégia para rastreamento de sífilis em indivíduos assintomáticos. É CORRETO afirmar que:
Rastreamento sífilis: 2 testes positivos (treponêmico + não treponêmico) ↑ probabilidade de doença.
Em um fluxograma de rastreamento sequencial para sífilis, a realização de dois testes com resultados positivos aumenta significativamente a probabilidade de que o indivíduo realmente tenha a doença, melhorando o valor preditivo positivo da estratégia. Isso ocorre porque a combinação de testes com diferentes princípios reduz a chance de falsos positivos.
O rastreamento da sífilis é crucial para a saúde pública, especialmente em populações de risco e gestantes, devido às suas graves complicações. A doença, causada pela bactéria Treponema pallidum, pode apresentar-se de forma assintomática por longos períodos, tornando o diagnóstico laboratorial fundamental. A compreensão dos diferentes tipos de testes e suas estratégias de uso é essencial para um diagnóstico preciso e manejo adequado, evitando a progressão da doença e a transmissão, como a sífilis congênita. Os testes sorológicos para sífilis são divididos em treponêmicos e não treponêmicos. Os testes não treponêmicos (VDRL, RPR) são úteis para rastreamento e monitoramento da atividade da doença, mas podem ter falsos positivos. Os testes treponêmicos (FTA-Abs, TP-PA) são mais específicos e geralmente permanecem positivos por toda a vida, sendo usados para confirmar a infecção. A estratégia de rastreamento sequencial, que utiliza ambos os tipos de testes, aumenta a acurácia diagnóstica ao combinar a sensibilidade dos não treponêmicos com a especificidade dos treponêmicos, elevando a probabilidade de um resultado positivo indicar a presença real da doença. Para residentes, é vital dominar a interpretação dos resultados dos testes de sífilis e os algoritmos diagnósticos (tradicional e reverso). A escolha da estratégia impacta diretamente a detecção e o tratamento, especialmente em cenários de baixa prevalência, onde o valor preditivo positivo de um único teste pode ser baixo. A correta aplicação e interpretação desses testes garantem um manejo eficaz e a prevenção de complicações a longo prazo, como a neurossífilis e a sífilis cardiovascular.
Os principais testes são os não treponêmicos (VDRL, RPR), que detectam anticorpos contra cardiolipina, e os treponêmicos (FTA-Abs, TP-PA, ELISA, quimioluminescência), que detectam anticorpos específicos contra Treponema pallidum.
A combinação de um teste não treponêmico (geralmente usado para rastreio e monitoramento de atividade) e um teste treponêmico (confirmatório) aumenta a probabilidade pós-teste de sífilis, pois um resultado positivo em ambos os testes reduz a chance de falsos positivos de um único teste, elevando o valor preditivo positivo.
O algoritmo tradicional inicia com um teste não treponêmico e confirma os positivos com um treponêmico. O algoritmo reverso inicia com um teste treponêmico e, se positivo, realiza um não treponêmico para avaliar a atividade da doença, com possíveis testes adicionais em caso de discordância.
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