HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2023
Recomenda-se realizar teste sorológico para a sífilis
Rastreamento sífilis: anualmente em jovens <30 anos com vida sexual ativa.
O rastreamento da sífilis é crucial devido ao aumento da incidência e à possibilidade de transmissão vertical. A recomendação de testagem anual em jovens sexualmente ativos visa identificar e tratar precocemente a infecção, prevenindo complicações e novas transmissões.
A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum, que apresenta diversas fases clínicas e pode ter manifestações variadas, desde lesões cutâneas e mucosas até acometimento neurológico e cardiovascular. A incidência de sífilis tem aumentado globalmente, tornando o rastreamento e o diagnóstico precoce medidas cruciais de saúde pública, especialmente para prevenir a sífilis congênita, que pode causar graves sequelas ao feto. O rastreamento da sífilis é realizado por meio de testes sorológicos, que podem ser treponêmicos (FTA-Abs, TP-PA, ELISA, quimioluminescência) ou não treponêmicos (VDRL, RPR). A escolha do teste e a frequência do rastreamento dependem do perfil de risco e da população. A recomendação do Ministério da Saúde para o rastreamento anual em jovens até 30 anos com vida sexual ativa reflete a importância de identificar precocemente casos em uma população com alta taxa de novas infecções, muitas vezes assintomáticas. Além dos jovens, outros grupos de risco necessitam de rastreamento mais frequente: gestantes (na primeira consulta, 3º trimestre e parto), pessoas vivendo com HIV (a cada 3-6 meses), usuários de PrEP (a cada 3 meses) e populações vulneráveis como usuários de drogas e pessoas privadas de liberdade (anualmente ou com maior frequência, dependendo do contexto). O tratamento precoce com penicilina é altamente eficaz e interrompe a cadeia de transmissão, prevenindo as complicações da doença.
Em gestantes, o teste sorológico para sífilis deve ser realizado na primeira consulta de pré-natal, no início do terceiro trimestre e no momento do parto, ou em caso de abortamento.
O rastreamento anual em jovens sexualmente ativos é fundamental devido à alta prevalência da sífilis nessa faixa etária, muitas vezes assintomática, e para prevenir a transmissão e complicações a longo prazo.
Além de gestantes e jovens sexualmente ativos, recomenda-se rastreamento mais frequente (a cada 3 ou 6 meses) em pessoas vivendo com HIV, usuários de PrEP, profissionais do sexo e pessoas privadas de liberdade, devido ao maior risco de exposição.
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